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Programa de redução de salário preserva 11,7 milhões de empregos

2/7/2020



Dados do governo mostram que empresas de menor porte foram as que mais usaram o programa de redução de salários para preservar empregos.

Durante o período de pandemia do novo coronavírus, o governo adotou diversas medidas para amenizar a disseminação da doença e os impactos econômicos na sociedade. Uma delas foi a criação do programa de redução temporária de salários e de suspensão de contratos de trabalho durante o período de pandemia.

Dados da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, divulgados nesta segunda-feira (29), mostram que o programa ajudou a preservar 11.698.243 empregos. Os valores a serem pagos de complementação de renda, totalizaram R$ 17,4 bilhões, segundo a pasta.

No levantamento feito pelo Ministério da Economia, com dados contabilizados até a última sexta-feira (26), são 1.348.733 empregadores que aderiram o programa. Desse total, pouco mais da metade são empresas de pequeno porte, as mais afetadas com a crise.

Acordos firmados

Os trabalhadores de micro e pequenas empresas, que faturam até R$ 4,8 milhões por ano, somam 50,4% dos acordos (5.899.841). As médias e grandes empresas, com faturamento superior a esse valor, representam 46,3% dos acordos (5.421.678). Já os empregados domésticos e trabalhadores intermitentes totalizam 3,3% (376.724).

Quando analisada as categorias, os acordos de suspensão de contratos representam 46,4% do total, o que equivale a 5.423.172 empregos.

Em relação aos casos de redução de jornada, 19,3% dos acordos (2.256.368) estabelecem redução de 70% dos salários com o recebimento de 70% do seguro-desemprego, e 18,3% dos acordos (2.144.886) foram fechados para reduzir o salário em 50% com a complementação de 50% do seguro-desemprego.

Um total de 14,6% (1.706.748) dos acordos preveem a redução de 25% dos salários com o pagamento de 25% de seguro-desemprego. Os casos de trabalhadores intermitentes, que recebem R$ 600 por três meses quando o contrato estiver “inativo”, correspondem a 1,4%, o equivalente a 167.069 empregados.

Setores mais afetados

Segundo o Ministério da Economia, o setor da economia que mais recorreu à suspensão e à redução de jornada com compensação parcial da renda foram os serviços, com 5.353.412 acordos fechados, o equivalente a 45,8% do total.

Em seguida, vêm o comércio, com 25,4% dos acordos (2.966.199); a indústria, com 23,6% (2.758.327), e a construção civil, com 2,6% (299.019)
Em relação às regiões do país, São Paulo registrou o maior número de benefícios auxiliares (3.810.012 acordos), seguido do Rio de Janeiro (1.135.735) e de Minas Gerais (1.051.952).

Fonte: Portal Contábil

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