11/7/2011

Venho por meio desta desculpar-me pela indisponibilidade que tivemos nos dias 05/2011 a 07/2011 nos recebimentos e envios de emails impossibilitando assim o  atendimento de eventuais solicitações feitas pelo Sr(a). 


Essa indisponibilidade ocorreu devido a troca do provedor de emails, sempre visando a melhora na qualidade e presteza do nosso trabalho, para que possamos atendê-lo com mais eficiência. 


Por gentileza, peço que o Sr(a) reenvie possíveis solicitações feitas via emails que ficaram sem os devidos atendimentos. 


Certa da sua compreensão.
Silvia Gonçalves

8/7/2011

A faixa de renda isenta de IR passa de R$ 1.499,15 para R$ 1.566,61 em 2011.

Eduardo Piovesan e Mônica Montenegro

O Plenário aprovou, nesta terça-feira, a Medida Provisória 528/11, que corrige em 4,5% a tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), assim como as deduções permitidas. A faixa de renda isenta de IR passa de R$ 1.499,15 para R$ 1.566,61 em 2011. O texto aprovado é o do projeto de lei de conversão do deputado Maurício Trindade (PR-BA) e será analisado ainda pelo Senado.

O índice usado corresponde à meta de inflação buscada pelo governo e é o mesmo aplicado desde 2006. A MP o aplica até 2014 também para os limites das despesas com educação e dependentes, o desconto de aposentadoria ou pensão paga a maiores de 65 anos e o desconto presumido para quem faz a declaração simplificada.

Como a MP foi editada em março, os novos valores mensais valem a partir de 1º de abril, e os anuais para a declaração de ajuste que deverá ser entregue em 2012. Somente nessa ocasião, o contribuinte terá direito à dedução maior para os meses de janeiro a março, refletida no imposto a pagar ou a receber.

Além dos novos valores das faixas de isenção e tributação que valem desde abril, o contribuinte terá direito ao desconto mensal para dependentes (R$ 157,47 cada um em 2011) retirado da base de cálculo do IR.

Os aposentados e pensionistas com mais de 65 anos de idade terão direito também a deduzir mensalmente de seus proventos a parcela de R$ 1.566,61 em 2011.

Todos os outros valores reajustados em 4,5% terão aplicação prática na declaração de ajuste anual.

Índices maiores rejeitados

O Plenário rejeitou nominalmente dois destaques da oposição que pediam índices maiores de reajuste.

Um, do PSDB, queria emplacar reajuste de 5,9% por meio de emenda do líder do partido, deputado Duarte Nogueira (SP); e o outro, do DEM, queria aprovar emenda do seu líder, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), para reajustar as deduções com educação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais 5%.

Fonte: Agência Câmara

8/7/2011

O cadastro do Registro Eletrônico de Ponto – CAREP - é procedimento previsto no artigo 20 da Portaria 1.510/2009

Alexandre Gaiofato de Souza e Fábio Christófaro

De acordo com a Portaria 373 do Ministério do Trabalho e Emprego de 25/02/2011, a utilização obrigatória do Registro Eletrônico de Ponto, previsto na Portaria 1510/2009 de 21/08/2009, terá inicio no dia 01/09/02011. 

Na legislação publicada em 2009, é previsto que o empregador que optar pelo uso do SREP – Sistema de Registro Eletrônico de Ponto, deve obrigatoriamente cadastrar-se no Ministério do Trabalho e Emprego.

O cadastro do Registro Eletrônico de Ponto – CAREP - é procedimento previsto no artigo 20 da Portaria 1.510/2009, onde os empregadores que utilizam este tipo de sistema devem informar, por meio da Internet seus dados cadastrais, os dados relativos ao REP, local de instalação, dentre outros exigidos na legislação, tais como o programa de tratamento utilizado no equipamento, permitindo ao empregador fazer inclusões e exclusões de forma justificada, além de gerar relatórios e arquivos padronizados.

O acesso a esse cadastro é feito pelo endereço eletrônico do Ministério do Trabalho e Emprego: http://portal.mte.gov.br/pontoeletronico.

Para o primeiro acesso ao CAREP, o usuário responsável pelo empregador deve estar de posse das seguintes informações: 

- CPF do Responsável pelo CNPJ da empresa perante a Receita Federal; 
- Data em que o CNPJ foi aberto na Receita Federal; 
- Número de recibo da RAIS 2009. Caso a empresa ainda não tenha o número do recibo da RAIS 2009 pode obtê-lo pela Internet, no endereço eletrônico: www.rais.gov.br – opção "Impressão de Recibo". Para a impressão do recibo será necessário o número do CREA - Controle de Recepção e Expedição de Arquivo.

Tratando-se de vários estabelecimentos, o Registro de Ponto Eletrônico – REP poderá ser transferido entre filiais, entretanto, o local de instalação deverá ser alterado no equipamento e no Cadastro de Sistema de Registro Eletrônico de Ponto – CAREP.

Deve ser feito apenas um cadastro para a matriz, sendo que nesse cadastro deverão ser informados todos os dados solicitados, inclusive das filiais.

Importante esclarecer que após a efetivação do cadastro não é emitido nenhum documento comprobatório desse registro, sendo que a verificação do regular cadastro do empregador será feito por meio de pesquisa ao CAREP, pelo próprio Auditor-Fiscal do Trabalho quando da realização da fiscalização. O empregador poderá consultar o CAREP para certificar se os dados cadastrados estão devidamente registrados. O cadastro é feito somente no Ministério do Trabalho e Emprego, não havendo necessidade da empresa comunicar o Sindicato ou outro órgão.

Assim, não basta o empregador apenas adquirir o equipamento, deverá regularizar o cadastramento conforme acima narrado, para que possa o empresário enquadrar-se às regras do órgão estatal.

Fonte: Revista Incorporativa

8/7/2011

A medida permitirá maior efetividade no combate à sonegação fiscal.

As Receitas Federal e Estadual deram início, na terça-feira (05), ao Programa Conjunto de Cruzamento de Informações Eletrônicas. A medida permitirá maior efetividade no combate à sonegação fiscal.

A união das bases de dados e ferramentas de inteligência irá ampliar a busca de indícios e dar maior efetividade ao trabalho fiscal. Serão realizados cruzamentos de informação entre a Guia de Informação e Apuração do ICMS (GIA), o Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (Dacon) e a Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ).

Também serão verificados os pagamentos do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD) realizados pelas pessoas físicas constantes na declaração do Imposto de Renda dos anos de 2008 e 2009.

O Programa integra o Protocolo 01/2011, assinado pelas instituições na sexta-feira (1º) e que prevê o desenvolvimento ações de cooperação técnico-fiscais, dirigido ao aperfeiçoamento do planejamento e execução da fiscalização e cobrança dos tributos federais e estaduais. Prevê ainda, a constituição de grupos de trabalho entre ambas e o intercâmbio de informações cadastrais e econômico-fiscais relacionadas ao comércio exterior, além da execução de atividades conjuntas de fiscalização e cobrança de tributos administrados pelos fiscos.

"Ao inibir a sonegação contribuímos para a justiça fiscal e diminuímos a concorrência desleal entre as empresas", destacou o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves pereira. O superintendente da Receita Federal no Rio Grande do Sul, Paulo Paz, também ressaltou a importância da cooperação. "Temos trabalhado fortemente nessa integração, buscando unir forças para enfrentar nossas dificuldades, que não são poucas".

Também participaram da reunião no gabinete da Receita Estadual a chefe da Divisão de Fiscalização da Receita Federal, Alexsandra Basso, e o chefe da Divisão de Tecnologia da Receita Federal, Marisson Sant'Anna de Souza. Eles foram recebidos pelo subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves, o subsecretário adjunto, Newton Berford Guaraná, e o chefe da Divisão de Fiscalização, Paulo Cestari.

Fonte: Jornal Contábil

1/7/2011

O valor do faturamento dos empreendedores individuais, segundo a proposta, passará de R$ 36 mil para R$ 48 mil por ano.

Coordenado pelo Ministério da Fazenda, a atualização da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa deve ser votada no Senado Federal antes do recesso parlamentar que começa dia 17 de julho.
O projeto que atualiza a lei que criou o Simples Nacional, o Projeto de Lei Complementar nº 591/2010 - estabelece um novo teto de faturamento para enquadrar os empreendedores individuais, a micro e a pequena empresa.
 
O valor do faturamento dos empreendedores individuais, segundo a proposta, passará de R$ 36 mil para R$ 48 mil por ano. O teto das microempresas passará de R$ 240 mil para R$ 360 mil por ano e, no caso pequenas empresas, cujo teto atual de faturamento é de R$ 2,4 milhões passará a R$ 3,6 milhões por ano.
 
Amanhã a Câmara dos Deputados realizará um seminário para discutir os avanços e a força deste segmento que tem levado um número cada vez maior de brasileiros a pôr em prática suas características empreendedoras.

Fonte: Contabilidade na TV

1/7/2011

Nota-se que muitas empresas em expansão ainda possuem uma estrutura societária inapropriada e recolhem mais tributo que o devido

Rodrigo Corrêa Mathias Duarte

Inúmeras empresas, quando iniciaram suas atividades, possuíam uma determinada organização societária e tributária. Porém, com o crescimento de suas atividades e a expansão de seus negócios é preciso repensar a sua gestão. Algumas mantêm a mesma forma societária e tributária, e outras alteram esta organização, mas, muitas vezes devido à urgência de adaptação às necessidades do seu crescimento. E, assim, acabam se estruturando de forma inadequada.

Nota-se que muitas empresas em expansão, seja de pequeno, médio ou grande porte, ainda possuem uma estrutura societária inapropriada e por não terem realizado um planejamento tributário adequado, estão recolhendo tributos a mais do que realmente deveriam. Dessa maneira, para as empresas inseridas no promissor mercado brasileiro, apresenta-se como prioridade o planejamento e organização quanto a sua estrutura societária e tributária.

O planejamento societário revela-se uma poderosa ferramenta para a manutenção da longevidade da empresa no mercado e também para resguardar os interesses dos sócios ou acionistas. 

Em especial, um planejamento societário adequado visa por meio de contratos e formalizações antecipar futuras situações e disciplinar a forma de condução sadia da sociedade, evitando conflitos prejudiciais. Além disso, permite a melhor proteção dos bens dos sócios e da sociedade para eventual sucessão e também apresentar frente ao mercado uma estrutura bem organizada que pode valorizar a empresa e despertar o interesse de investidores.

Essa reestruturação permite estratégias em negociações para expansão da sociedade, em situações como cisão, incorporação, fusão e abertura do capital, propiciando também parcerias estratégicas, valorização da empresa para alienação e para melhor obtenção de crédito frente a bancos e fornecedores.

Quanto ao aspecto tributário, o planejamento é sempre necessário, pois a legislação brasileira é alterada constantemente e se revela extremamente complexa a sua aplicação, sendo essencial para uma implementação profissional competente e atualizada frente à legislação.

O planejamento tributário deve abarcar duas situações específicas, a tributação futura e os últimos cinco anos da empresa. Inicia-se o trabalho pela análise dos últimos cinco anos da empresa, sendo possível nesse período conhecer a estrutura e suas operações, verificando se houve no passado recolhimento de tributos a maior, possibilitando a recuperação de valores e utilização para abatimento dos tributos vincendos. Esse plano serve também para alertar os empresários acerca de eventual risco em virtude de procedimentos incorretos realizados anteriormente, os quais poderão ser corrigidos, minimizando o risco de autuações pelo Fisco.

Já quanto ao aspecto futuro, o planejamento visa por meio da análise de suas operações e qualificação tributária, apresentar alternativas para a redução dos tributos em geral, especialmente quanto ao IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, IPI, ISS e ICMS, que em virtude das peculiaridades da legislação podem representar significativa redução da carga tributária da empresa.

Portanto, para as empresas em geral e principalmente para aquelas em expansão, frente ao promissor mercado brasileiro, faz-se necessário um bom planejamento societário aliado ao tributário, possibilitando melhor organização da sociedade e valorização da empresa frente ao mercado. Sendo certo que a redução dos custos tributários representa uma melhor margem de lucro, mais capital para investimentos e preços mais competitivos frente aos concorrentes.

Fonte: Revista Incorporativa

1/7/2011

Entre agosto e novembro de 2009, milhares de contribuintes aderiram ao parcelamento da lei.

Karla Santana Mamona

Os contribuintes pessoas físicas que aderiram ao Refis da Crise devem indicar os seus débitos entre os dias 10 a 31 de agosto. A portaria conjunta da Receita Federal e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional foi publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira (29).

Vale destacar que os contribuintes só conseguirão parcelar os débitos se estiverem em dia com os pagamentos das parcelas, até três dias antes da consolidação, inclusive a referente ao mês de agosto de 2011.

Sobre a lei

Entre agosto e novembro de 2009, milhares de contribuintes aderiram ao parcelamento da lei. Eles reconheceram débitos em atraso e pagaram à vista ou parcelaram, em até 180 meses, valores devidos de imposto de renda, contribuições previdenciárias ou débitos inscritos em Dívida Ativa da União pela Procuradoria da Fazenda Nacional. Ao aderir às regras, abriram mão de ações judiciais e recursos administrativos para se beneficiar da redução de até 90% das multas e 40% dos juros.

Os débitos que tiveram origem, por exemplo, em autuações da fiscalização do imposto de renda, contribuições previdenciárias próprias ou devidas ao empregado(a) doméstico(a) ou valores inscritos de dívida ativa da União agora precisam ser consolidados. Isto é, cabe ao contribuinte indicar todos os débitos que deseja parcelar, de modo que a Receita Federal ou a Procuradoria da Fazenda Nacional recalcule o valor das parcelas, de acordo com a totalidade de débitos indicados e o número de meses/parcelas desejado pelo contribuinte.

Desde a adesão ao parcelamento, em novembro de 2009, os contribuintes pessoas físicas pagam, mensalmente, parcelas mínimas de R$ 50 ou 85% do valor mensal de um parcelamento anterior, reparcelado desde a opção pelo Refis da Crise. Com a consolidação, o contribuinte passará a pagar um novo valor até a quitação total dos débitos.

Fonte: Infomoney

22/6/2011

O Decreto prevê a suspensão do lançamento do ICMS nas operações de importação de bens de capital, sem similar nacional, destinados ao ativo imobilizado.
O governador Geraldo Alckmin assinou nesta segunda-feira, 6/6, Decreto que desonera a aquisição de bens de capital destinados à produção de energia elétrica a partir de biomassa resultante da industrialização e de resíduos de cana-de-açúcar.  O conjunto de medidas representa um estímulo a investimentos do setor sucroalcooleiro que detém potencial expressivo para geração de energia limpa por meio do aproveitamento de palha, bagaço e outros subprodutos do processamento de cana-de-açúcar. A assinatura aconteceu durante a abertura do Ethanol Summit 2011, na Capital, onde o governador também assinou protocolos de certificação para energia limpa com o setor.

"Anunciamos hoje aqui a retirada do ICMS para bens de capital para as usinas poderem se modernizar, melhorando sua eficiência energética. O Estado de São Paulo produz 660 megawatts de energia exportada para o sistema elétrico e a nossa meta, até 2015, são 5.500 megawatts exportados. Ou seja, uma usina de Belo Monte através do bagaço da cana, através da bioeletricidade: uma energia limpa, uma energia verde, renovável", afirmou o governador Alckmin.

O Decreto prevê a suspensão do lançamento do ICMS nas operações de importação de bens de capital, sem similar nacional, destinados ao ativo imobilizado. Os produtores terão direito ao crédito integral do imposto decorrente das compras internas de máquinas e equipamentos para unidades de geração. Esta alteração elimina o fracionamento do crédito do imposto em parcelas mensais e concentra sua apropriação em uma única etapa.

Os projetos em fase pré-operacional poderão contar com diferimento do ICMS que  incide na saída do bem do fabricante. O incentivo valerá também para os produtores nos casos em que o volume de débitos do imposto não for suficiente para a absorção integral dos créditos. 

As medidas do governo estadual têm efeito positivo sobre o capital de giro dos empreendimentos e contribuem para o desenvolvimento de projetos ambientalmente sustentáveis no setor de açúcar e álcool.

Fonte: Sefaz-SP

22/6/2011

Ganho médio real da população ocupada ficou em R$ 1.566,70.
A média dos cinco primeiros meses do ano também é a melhor já obtida.

O rendimento médio real da população ocupada, divulgado nesta quarta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, chegou a R$ 1.566,70 e é o maior já registrado para o mês de maio desde 2002, ano em que a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) começou a ser realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A alta foi de 1,1%, na comparação com abril deste ano, e de 4% em relação a maio de 2010. Entretanto, o melhor resultado da história da PME ocorreu em outubro de 2010, quando a média do rendimento chegou a R$ 1.593,13.

Na média dos cinco primeiros meses do ano - de janeiro a maio -, também é o melhor resultado já obtido, ficando em R$ 1.567,65. Antes disso, o maior valor para o período tinha sido de R$ 1.511,15, em 2010. “Vários fatores explicam o maior rendimento para o mês de maio da série histórica, como a transição por novas vagas de trabalho e mudanças na estrutura do mercado. Até a inflação também tem uma participação”, explicou Cimar Azeredo, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

“O surgimento de novas vagas, historicamente, tende a baixar o rendimento da população ocupada, exatamente por essas novas vagas pagarem menos. Então, a gente vai ter que esperar as próximas pesquisas, porque esse é um dos fatores que pode fazer cair o rendimento médio da população ocupada”, observou Azeredo. “Eu não posso dizer que a inflação teve uma influência maior no aumento dos rendimentos, mas ela tem um poder que acaba influenciando na queda ou na evolução dos valores”, complementou.

Desde dezembro de 2010, o rendimento médio sobe e desce, em um movimento contínuo, de um mês para o outro. “A volatilidade no rendimento é efeito da inflação e da transição de novas vagas”, afirmou Azeredo. “A gente precisa de mais meses para entender essa variação”, complementou o gerente do IBGE.

“Mas a gente pode adiantar que, em todos os indicadores da pesquisa, inclusive no de rendimento, em relação à média dos últimos cinco meses fechados, o resultado é positivo, é favorável”, concluiu.

Região Metropolitana de Porto Alegre tem única queda


Na comparação do mês de maio com abril deste ano, das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, apenas a de Porto Alegre apresentou queda no rendimento médio, de 2,3%, baixando de R$ 1.545,10 para R$ 1.508,10. São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Recife tiveram altas, que variaram de 0,9% a 2,6%.
Recife teve o menor valor registrado, de R$ 1.077,40, enquanto o Rio de Janeiro teve o maior, de R$ 1.682,40.


“O fechamento da fábrica de calçados Azaléia, em Parobé, próximo a Porto Alegre, pode explicar o fato de aquela região ter sido a única a apresentar queda de rendimento dentre as seis pesquisadas”, comentou Azeredo. O fechamento da Fábrica provocou a demissão de 800 funcionários.
Já com relação ao nível de rendimento médio por atividade, o maior aumento registrado, de acordo com a PME, foi no setor de Construção, que cresceu 6,6% no mês passado (R$ 1.361,20) na comparação com abril (R$ 1.276,59), e 9,5%, na comparação com maio de 2010 (R$ 1.242,63). A única queda foi registrada no grupamento de “Serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias intermediação financeira”, que caiu 3,1% em maio (R$ 1.950,90), na comparação com abril (R$ 2.013,34), e 4,1% na comparação com maio de 2010 (R$ 2.035,76).
“O rendimento em ‘serviços prestados’ caiu em todas as regiões. Uma das explicações é a queda no número de vagas, mas vamos ter que esperar as próximas pesquisas para poder avaliar o que ocorreu”, disse Azeredo. O maior valor de rendimento médio foi registrado no setor de “Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social”, chegando a R$ 2.206,30.

Fonte: Bernardo Tabak Do G1 RJ

22/6/2011

Informamos que Não Haverá expediente nos dias 23 e 24 de Junho de 2011.

22/6/2011

Objetivo é evitar que disparada dos preços dos combustíveis se repita.
Linhas de crédito para produção de etanol também estão sob análise.

O Ministério de Minas e Energia informou ao G1 nesta quarta-feira (22) que a produção de açúcar no país deve perder os incentivos e investimentos públicos. Com isso, o governo espera beneficiar a produção de etanol e reduzir o risco de aumento de preços causado pela escassez do combustível, como visto no começo deste ano.

O açúcar compete com o etanol nas usinas do país. E muitos produtores têm dado preferência para o açúcar devido à maior lucratividade na comparação com o etanol e à elevação dos preços da commodity no mercado internacional.

Para reverter essa situação, o governo pretende ainda abrir linhas de crédito direcionadas ao aumento da produção do etanol, e estuda taxar a exportação de açúcar. Além disso, também de acordo com o ministério, o governo definiu que a Petrobras vai aumentar a sua participação no mercado de etanol para atuar como regulador de preços.

Fonte: Fábio Amato Do G1, em Brasília

17/6/2011

O processo de negociação envolve basicamente 5 etapas: Reconhecimento, contato inicial, preparação, construção da solução e fechamento.

Wagner Campos

O processo de negociação envolve basicamente 5 etapas: Reconhecimento, contato inicial, preparação, construção da solução e fechamento.

A primeira etapa é o reconhecimento. Nesta etapa você deve buscar informações sobre a pessoa ou empresa com quem você negociará. Segmento, clientes, fornecedores, histórico, participação no mercado, certificações, enfim, todas as informações que poderão contribuir para que você identifique um perfil para que realize a melhor abordagem.

A segunda etapa é o contato inicial. Nesta etapa o negociador estará identificando os possíveis problemas e oportunidades existentes. Muitas vezes é o primeiro contato formal e momento este onde deverá então obter a confiança de seu "oponente".

Na etapa da preparação (terceira etapa) é onde o negociador deverá identificar as reais necessidades e interesses de seu cliente e estabelecer assim seus limites mínimos e máximos para serem praticados durante a negociação. É muito importante estabelecer estes limites para que se possa dar um direcionamento para a negociação e estudar possíveis concessões que sejam necessárias.

Na quarta etapa, a construção da solução o negociador deverá apresentar a solução que venha de encontro com os interesses da outra parte, desenvolvendo assim uma proposta transparente, justa para ambos os lados e esclarecendo quaisquer dúvidas existentes. Agregar valor através de soluções intangíveis (segurança, status, realização, etc) poderá contribuir para o sucesso da negociação.

A quinta etapa, e tão esperada, é o fechamento. Nesta etapa o negociador deve gerenciar todas as objeções ou eventuais inseguranças existentes a fim de clarificar o que fora acordado até o momento e manter assim um clima de satisfação e harmonia, evitando arrependimentos futuros. É necessário que ambas as partes percebam o resultado de uma negociação ganha-ganha. Caso não esteja clara esta percepção ou ao contrário, está clara apenas situação de desvantagem, é viável adiar a decisão, utilizar de recessos para repensar as estratégias e renegociar as condições.

Ao finalizar cada negociação, reveja como foi o andamento delas e identifique necessidades de melhoria que possam contribuir para que tenha maior facilidade que na negociação anterior. Aceitar que pode se tornar um negociador melhor através da correção de algumas falhas é imprescindível para ser um profissional de sucesso. O aprendizado deve ser constante.
Seguem algumas dicas para contribuir sua preparação para a negociação:

1. Identifique o estilo de personalidade e comportamento da pessoa com quem estará negociando. Desta forma poderá se adequar a este estilo de perfil e criar uma identificação com a outra parte.

2. Evite atitudes negativas e de competição pura. Busque obter a cooperação pois ela levará ao resultado ganha-ganha, enquanto atitudes negativas garantirão apenas o ganha-perde.

3. Inicie a negociação sempre que possível com perguntas abertas. Isto facilitará a obtenção de informações preciosas que muitas vezes são disponibilizadas nas "entrelinhas".

4. Se não compreendeu a pergunta, não responda. Sinta-se a vontade em solicitar para repetirem a pergunta. Assim é possível evitar o risco de informar o que não era necessário naquele momento.

5. Não tenha medo de parecer despreparado ou ignorante sobre o assunto. Ele pode pensar isto, mas fará parte de sua estratégia.

Fonte: Administradores.com.br

17/6/2011

Fixar metas, acompanhar projetos e cobrar resultados: um líder de verdade precisa fazer ainda mais

Marcos Morita

Termina mais um ciclo de Palocci no governo - o que não garante que seja o último. Como o lendário pássaro grego, fênix, sua capacidade de ressurgir das próprias cinzas é impressionante. Mitologia grega à parte, o discurso de posse proferido pela agora ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, reforça o lado gerencial do atual governo. A definição de funções, declarada pela ex-senadora dá o tom: fixar metas, acompanhar projetos e cobrar resultados - postura que muito se assemelha à própria presidente enquanto ocupante da mesma cadeira. Corre a boca pequena que Gleisi será a Dilma da Dilma, devido à similaridade no modo de gestão.
 
Nada tenho contra o perfil administrativo, até porque esta foi minha formação. Há, todavia, uma diferença abissal entre um bom gerente ou gestor e o líder verdadeiro, perfil que se espera de alguém dirigindo uma grande empresa ou ainda uma nação. Fayol e a teoria clássica da administração listaram no início do século passado as funções de um gerente: planejar, organizar, controlar, coordenar e comandar, gerindo e alocando os recursos da melhor maneira possível. Já o líder deve propagar suas ideias e ideais em nível macro, motivando e inspirando funcionários, fornecedores, clientes, acionistas, ministros, senadores e deputados.
 
A teoria neoclássica, surgida a partir da década de cinquenta nos Estados Unidos em virtude de mercados mais competitivos e do maior grau de exigência dos consumidores, fez com que as empresas tivessem que se preocupar com conceitos como eficiência e eficácia, criando terreno fértil para a Administração por Objetivos ou APO, teorizada pelo guru Peter Drucker e amplamente utilizada até os dias atuais. A APO defende a existência de três níveis de objetivos: organizacionais, departamentais e operacionais, descritos a seguir.

Organizacionais: são os macro objetivos, em geral de longo prazo e grande amplitude, influenciando a empresa como um todo. Confundem-se muitas vezes com a visão e a missão da companhia. Preferencialmente simples e de fácil compreensão, devem ser apregoados pelo líder em todas as oportunidades possíveis. Uma boa dica é traduzi-los em frases de efeito, números ou gráficos, os quais ajudarão a fixá-los e torná-los mais tangíveis para toda a organização.
 
Departamentais: como o próprio nome sugere, são os objetivos dos departamentos ou ministérios, os quais devem ser construídos em alinhamento com os organizacionais. Em geral de médio prazo, têm como características a fixação de metas, o acompanhamento do realizado versus previsto, a cobrança por resultados e a eventual revisão, quando necessário. Gestores e gerentes pragmáticos têm um papel importante neste processo, garantindo que o todo não seja prejudicado pela soma das partes.


Operacionais: refere-se à execução das metas departamentais, através de ações específicas e pontuais. Colaboradores dedicados e motivados serão aqueles que farão a diferença aos clientes, sejam empresas, pessoas físicas ou cidadãos necessitando de serviços públicos. É essencial nesta etapa criar e simplificar procedimentos e processos, evitando ao mesmo tempo a burocracia e o desvio de atenção e recursos, garantindo assim um serviço ou produto de qualidade.

  Creio que já tenha escutado a história do excelente técnico ou vendedor que se tornou um gerente mediano. Falta de habilidade em gerenciar pessoas e paixão pela pesquisa, estão entre as prováveis causas. Algumas empresas já se ocuparam sobre o tema, criando estruturas técnicas e gerenciais distintas, evitando assim a fuga de talentos. Preocupação semelhante ocorre com as questões de formação de lideranças e processos sucessórios, de maneira que se possa garantir a continuidade dos negócios em casos de aposentadoria, desligamento ou transferências.

Moldar gestores e líderes é tarefa árdua, a qual demanda tempo e dedicação aos envolvidos. Imprevistos e acidentes de percurso podem ocorrer, nos quais há a necessidade de se antecipar ou queimar etapas, promovendo pessoas ainda não totalmente aptas para o exercício de determinado cargo ou função.

Além da curva de aprendizado da nova atividade, o profissional terá que desenvolver habilidades não técnicas, tais como negociação, planejamento, visão de longo prazo, resolução de conflitos, comunicação e gerenciamento de pessoas.

  Enfim, muito se elogiou a presidente por seu perfil administrativo e gerencial em seus primeiros cem dias de governo. Importantes, porém menos essenciais a um líder que as habilidades interpessoais e de relacionamento, as quais fazem parte de seu dia a dia. Desejo boa sorte à nova ministra e que a fixação de metas, o acompanhamento das atividades e a cobrança de resultados, fiquem na Casa Civil - distanciando a presidente das decisões pertencentes a gerentes e gestores para que fique livre para efetivamente liderar o país.

Fonte: Administradores.com.br

17/6/2011

O projeto agora irá para a sanção da presidenta Dilma Rousseff.

Augusto Fontenele

O plenário do Senado Federal aprovou hoje (15) o projeto de lei que cria a Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas. O projeto, que vai agora para sanção da presidenta Dilma Rousseff, altera o texto da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a Lei de Licitações (8.666/93) e institui a necessidade de certidão negativa na Justiça do Trabalho para que as empresas possam participar de licitações públicas e ter acesso a programas de incentivos fiscais.

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro João Oreste Dalazen, que defende o aperfeiçoamento das regras processuais atuais, acredita que a aprovação da certidão negativa é importante devido ao grande número de processos que se encontram atualmente em fase de execução na Justiça do Trabalho. “São 2,5 milhões de trabalhadores que aguardam o recebimento de direitos trabalhistas reconhecidos judicialmente”, ressaltou ele.
O senador Casildo Maldaner, relator da matéria na de Comissão de Assuntos Sociais do Senado, afirmou que: “A aprovação do projeto representa um avanço na proteção dos direitos dos trabalhadores, além de um incentivo à agilização dos processos judiciais no país”. Ele destacou, ainda, que a lei não prejudicará os empresários, pois a certidão só não poderá ser emitida às empresas que tiverem sentença transitada em julgado, ou seja, sem direito a recurso, e não tenham apresentado bem como garantia para pagamento do débito.

O projeto agora irá para a sanção da presidenta Dilma Rousseff. Inicialmente, o projeto de lei foi aprovado pelo Senado e depois enviado para votação na Câmara dos Deputados. Retornou ao Senado devido a alterações feitas pelos deputados no texto original.

Fonte: TST

14/6/2011

Venho por meio desta informá-lo que na próxima 6ª feira – 17/06, não haverá expediente na parte da manhã, em função de um treinamento que será concedido para todos os colaboradores da Diagrama, sempre visando a melhora na qualidade e presteza do nosso trabalho, para que possamos atendê-lo com mais eficiência. Assim, peço que nos avisem com antecedência caso precisem de algum serviço, para que possamos nos programar, evitando contratempos de última hora.


Certa da sua compreensão.


Silvia Gonçalves

10/6/2011

O texto estabelece diversos descontos nas multas e juros devidos, segundo o período de parcelamento.
O Projeto de Lei  1201/11 prevê novo programa de refinanciamento de débitos tributários com a Receita Federal e com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, nos moldes do Refis (Programa de Recuperação Fiscal).
De acordo com a proposta, elaborada pelo deputado Nilton Capixaba (PTB-RO), poderão ser parcelados em até 180 meses os débitos de pessoas físicas ou jurídicas vencidos até 31 de dezembro de 2010, tendo ou não inscrição em dívida ativa da União, mesmo em fase de execução fiscal.

Descontos

O texto estabelece diversos descontos nas multas e juros devidos, segundo o período de parcelamento. Na data de requerimento, a dívida será consolidada e dividida pelo número de prestações indicadas pelo devedor.
Ainda, cada parcela não poderá ser inferior a R$ 50 para pessoas físicas e a R$ 100 para empresas.
Beneficiados: setor privado e Estado
O deputado Nilton Capixaba acredita que a medida vai ajudar o setor privado, já que permite o reestabelecimento da saúde financeira das empresas endividadas, além de garantir a manutenção das atividades e de empregos.
A proposta também é favorável ao Estado, uma vez que possibilita o aumento da arrecadação, com o recolhimento de dívidas de tributos atrasados que seriam de difícil recuperação, cuja cobrança envolveria altos custos administrativos.

Tramitação

O projeto será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Infomoney

10/6/2011

Essa fantástica melhora se disseminou por toda economia.

Rodrigo Constantino

A economia brasileira contou com a sorte grande nos últimos anos. O grande responsável por isso foi o acelerado crescimento chinês, que puxou o preço das commodities.
As reduzidas taxas de juros nos países desenvolvidos jogaram mais lenha na fogueira, ajudando os países com vastos recursos naturais. Nossos termos de troca, ou seja, a razão entre o que exportamos e o que importamos, deram um salto incrível desde 2003. Essa fantástica melhora se disseminou por toda economia.
Os dados macroeconômicos melhoraram, o país acumulou reservas internacionais, o crédito deslanchou e o setor privado aproveitou o bom momento para emitir dívida e capital. A moeda se apreciou bastante, e os ativos brasileiros passaram a valer mais. O boom chinês foi uma bênção para países como Brasil e Austrália. A correlação entre suas moedas desde 2003 é espantosamente alta.
Se antes mil toneladas de minério de ferro compravam determinada quantidade de televisores, hoje a mesma quantidade de minério compra dez vezes mais! Os habitantes dos países com vastos recursos naturais demandados pelos chineses enriqueceram rapidamente nos últimos anos. Mas o que pode ser negativo neste cenário, que à primeira vista parece tão promissor?
Fosse uma formiga responsável que tivesse tirado a sorte grande, tudo seria ótimo. Os cidadãos aproveitariam as oportunidades novas para investir mais e obter ganhos sustentáveis de produtividade, a educação seria alvo de melhorias substanciais com foco no longo prazo e até um fundo de reserva seria criado para os dias chuvosos, que são inevitáveis. Mas a triste realidade é que, no caso brasileiro, uma cigarra foi quem ganhou na loteria. Com demanda reprimida há anos e um horizonte temporal demasiadamente curto, ela partiu para o consumo calcado em crédito, um modelo claramente insustentável.
Um enorme agravante é a demanda insaciável do governo brasileiro por recursos. Como ele arrecada quase 40% do PIB, e não investe nem 1%, esses ganhos significativos dos termos de troca acabaram se transformando em mais bolsas assistencialistas, mais empreguismo no setor público e mais crédito estatal beneficiando grandes empresas próximas ao governo. A bolada da loteria chinesa virou gastança estatal ou má alocação de recursos por critérios políticos.
Como não ocorreram os investimentos em infraestrutura nem as reformas estruturais que viabilizariam um choque de produtividade, os gargalos econômicos logo ficaram evidentes. O país está com a menor taxa de desemprego do histórico calculado e inexiste hiato do produto. Em outras palavras, a economia está superaquecida após os estímulos do governo, possíveis graças às mudanças nos termos de troca. O resultado é uma inflação no topo da meta já elevada do BC, de 6,5%. E não se trata de uma inflação de oferta, causada pela alta das commodities, mas sim uma inflação de demanda, com o superaquecimento do setor de serviços.
Eis o quadro simplificado até aqui. Como ações são máquinas antecipatórias, muito desse cenário já está no preço do Ibovespa. Estrangeiros jogaram a toalha e bateram em retirada.


Muitos fundos estão leves, com risco reduzido. Para frente, podemos apenas levantar hipóteses. Sazonalmente, a inflação tende a ceder nessa época. E com a queda das commodities, é possível que os próximos dados mensais se aproximem de zero. Se isso ocorrer e o cenário internacional permanecer estável, então pode ser que o Ibovespa se recupere temporariamente, com o alívio do pessimismo crescente do mercado.
Mas se o governo cantar vitória antes do tempo e encerrar os já tímidos esforços para conter o dragão inflacionário, os problemas se agravarão à frente. O cenário será de queda ainda mais acentuada da economia em 2012 e depois. Nesse caso, os investidores não terão uma boa opção na bolsa, de forma geral. O prognóstico mais provável de médio prazo não parece muito animador, uma vez que os desenvolvimentistas no poder demonstram acreditar realmente nesse modelo insustentável.
A aposta em Brasil depende muito da visão sobre o que acontece na China. Esse será o tema de um próximo artigo, mas posso adiantar que vejo alguns sinais preocupantes de esgotamento do modelo chinês. Se Deus é mesmo brasileiro, Deus queira então que a China possa evitar um "hard landing", pois isso seria catastrófico para o Brasil. Resta aos investidores rezar e se preparar para o pior, uma vez que do governo não se pode esperar grande coisa. A cigarra eufórica pode estar entrando na fase da ressaca.

Fonte: Valor Econômico.

10/6/2011

Victor Martins


Sem surpresa, Copom aumenta a Selic em 0,25 ponto percentual para conter inflação
Mesmo com a inflação mensal arrefecendo, o Banco Central cumpriu ontem o que havia prometido em abril, em sua última ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom): subiu a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, elevando-a para 12,25% ao ano. O ajuste veio exatamente como esperava o mercado e ainda sinaliza que novos apertos estão a caminho. Aos olhos dos analistas, o BC não deixará espaço para que as expectativas de alta dos preços corram frouxas em 2011 e 2012. A instituição evidenciou, em breve comunicado após a decisão, que não vai permitir, no ano que vem, uma carestia em nível divergente da meta central, de 4,5%.
Juntos, o aperto monetário e o comunicado da diretoria do BC foram os ingredientes necessários para o mercado calcular, ao menos, mais uma alta de 0,25 ponto percentual, em julho, e um último ajuste de 0,25 ponto em agosto. "Não tinha como fugir disso. Não fazia sentido acelerar de novo e dar, por exemplo, 0,50 ponto percentual. O mercado acreditou no que ele (BC) escreveu na ata de abril e o 0,25 ponto percentual tornou-se quase que um mantra", ponderou Luiz Octávio de Souza Leal, economista-chefe do Banco ABC Brasil.
Para alguns, Alexandre Tombini, presidente do BC, está
mudando a plumagem, abandonando o perfil dovishi (termo importado do inglês para classificar os economistas dóceis como um pombo) para transformar-se em hawkish (duro como um falcão). "Acho que o BC tem de manter o discurso duro. Não deve ser influenciado pela inflação na margem. Tem de dar ênfase nos núcleos de inflação e tentar diluir a tendência de alta do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo)", afirmou Elson Teles, economista-chefe da Máxima Asset Management. O comunicado da diretoria foi claro, a exemplo do divulgado em abril, e reafirmou que o ciclo de aperto monetário será suficientemente prolongado.
"Considerando o balanço de riscos para a inflação, o ritmo ainda incerto de moderação da atividade doméstica, o Comitê entende que a implementação de ajustes por um período suficientemente prolongado continua sendo a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta em 2012", disse o BC em seu comunicado.
Centrais criticam
As centrais sindicais condenaram o novo aperto monetário de 0,25 ponto percentual sobre a taxa básica de juros (Selic) promovido ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para a Força Sindical, o aumento dos juros foi um equívoco. "O aumento é desnecessário, visto que o cenário econômico está mais favorável, com sinais evidentes de controle inflacionário. Infelizmente, o impacto recai unicamente no setor produtivo, afetando negativamente a atividade e o emprego", afirmou o presidente da entidade, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP). A seu ver, os sinais de desaceleração da inflação não justificaram o novo arrocho. Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), a decisão foi na contramão da direção apontada pelos indicadores econômicos. Aos olhos da entidade, o Banco Central considerou apenas os interesses do setor financeiro.

Fonte: Correio Braziliense

3/6/2011

Tribunal julgou 14 ações que contestavam benefícios fiscais. Cinco estados e o DF tiveram leis consideradas inconstitucionais.

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou nesta quarta-feira (1º) 14 ações contra leis estaduais que concediam reduções e isenções fiscais a empresas e setores econômicos sem que houvesse convênios para esse fim entre todos os estados. A disputa entre estados para atrair empresas por meio da oferta de benefícios fiscais é a chamada “guerra fiscal”.

Por unanimidade, foram consideradas inconstitucionais leis de seis estados - Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Espírito Santo e Pará - e do Distrito Federal.

A assessoria do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul informou que o governador, André Puccinelli (PMDB), reuniu nesta quinta (2) as equipes econômica e jurídica para avaliar os efeitos da decisão e as medidas necessárias.

O Governo do Distrito Federal informou que o vai cumprir a decisão do Supremo Tribunal Federal. “O Distrito Federal continuará com seu programa de desenvolvimento econômico, porém adequado à decisão do tribunal.”

O procurador geral do Espírito Santo, Rodrigo Júdice, informou que o estado vai recorrer à decisão do STF porque entende que a ação julgada não se trata de incentivo fiscal. “O Supremo, com objetivo de eliminar o número de processos e agilizar o julgamento, julgou a ADIN do Espírito Santo junto com as outras. O voto da ADIN do Espírito Santo sequer foi lida, como se tratasse do mesmo assunto das outras”, afirmou.

Além disso, o procurador informou que, na prática, o julgamento do Supremo não vai mudar as praticas do Espírito Santo, porque “o estado já ia cobrar o ICMS na regularidade”.

O Supremo também considerou ilegal a concessão de vantagens fiscais, sem convênio interestadual, nos casos de circulação de mercadorias e serviços entre estados e na importação de bens do exterior. Além do convênio entre todos os estados e o Distrito Federal, o benefício fiscal, para ser considerado legal, precisa ter sido autorizado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

Durante o julgamento, os ministros reafirmaram que o STF tem decidido no sentido de derrubar as leis que permitem a concessão de benefícios sem acordo interestadual. O presidente do STF, ministro Cezar Peluso, explicou que os processos foram julgados em conjunto para que não houvesse benefício a algum estado em detrimento de outro.

O Supremo estabeleceu que não pode conceder beneficio fiscal contra as exigências da Constituição" Cezar Peluso, presidente do STF


Para Peluso, as decisões desta quarta foram um “recado” do STF para que os estados deixem de praticar “benefícios fiscais ao arrepio da Constituição”.


“Restam aos interessados saber se aceitam o recado. O Supremo estabeleceu hoje que não pode conceder beneficio fiscal contra as exigências da Constituição”, disse o presidente do STF.

O presidente afirmou que alguns votos sobre o tema estavam prontos há cerca de três anos e não tinham entrado na pauta pelo excesso de processos. De acordo com ele ainda existem ações sobre “guerra fiscal” para serem julgadas. Nesses casos, os ministros pretendem conceder liminares para não prejudicar os estados.

Em cinco dos 14 processos, foram contestadas leis do estado do Rio de Janeiro que concediam benefícios fiscais a diversos setores, como o de equipamentos usados em plataforma de petróleo, máquinas de refino de sal, serviços marítimos e da navegação, operações internas com querosene de aviação, serviço público de transporte coletivo em linhas urbanas.

Do estado de São Paulo foram consideradas inconstitucionais leis que liberavam isenções fiscais para produtores de leite e fabricantes de leite longa vida e laticínios.

Fonte: Débora Santos Do G1, em Brasília

3/6/2011

Muitas são as formas em que as empresas, seus sócios e administradores podem ser condenados por leis comerciais, civis e penais pelo fato de não manter em ordem sua contabilidade.

Seja pelo motivo de não levar a serio a documentação relativa a transação operacional, fazer negócios fora do objeto social, misturar ou confundir bens particulares do sócio e da empresa , cometer desvios, ou até mesmo , efetuar contratação de um profissional despreparado.

A contabilidade é a alma da empresa, nela ficam registrados todos os atos e fatos. Se os  atos do Administrador são corretos :  Documentação adequada, Transações negociais dentro do objeto da empresa, o reflexo é imediato :  a Contabilidade é Transparente. Caso contrário pode ser utilizada para incriminar a  empresa, sócios, administradores e contador que foram relapsos e desleixados.

No Brasil, principalmente nas medias e pequenas empresas, há o vicio dos administradores não se preocuparem com a contabilidade : “ A Contabilidade é que se vire” . Essa atitude custa caro : Crime Fiscal,  Indisponibilidade dos bens dos sócios e administradores,  Pesada multas,  Tributos, Ingerência, Concordata , Falência, Etc..

È mister aos empresários e contadores conhecerem a definição de crimes, fraudes, dolos, erros, simulações, arbitramentos fiscais, distribuição de lucros, responsabilidade ; meios e privilégios de manter a escrita contábil saudável, como prova a favor da empresa nos mais variados embates em que estão sujeitos.

Assim, também, um enfoque da importância da Auditoria como complemento da Contabilidade nas suas mais variadas áreas.

Conciliação Contábil  - Contabilidade sem incorreções para evitar fraudes.

Não basta que o contador apenas evite procedimentos viciosos para não se configurar fraude. Deverá , também, manter em ordem a Contabilidade da empresa e para isso deverá conciliar a Contabilidade com os documentos e os diversos relatórios dos demais setores que dão suporte aos lançamentos contábeis, bem assim elaborar planilhas, relatórios e composição dos saldos das contas contábeis, isto é, planilha auxiliares que comprovem a correção dos saldos existentes na contabilidade.

Exemplo :  Planilha de empréstimos bancários com os respectivos juros e atualizações, os quais estão em conformidade com a contabilidade . Objetivo é que as Demonstrações contábeis espelhem a realidade da empresa dentro dos princípios, convenções e postulados contábeis ( resolução CFC nº 750 de 29 de dezembro de 1993 )

O Contabilista, por sua vez, deve ter ciência dos saldos existentes no balancete ou no balanço patrimonial.


Como vimos, a certeza de que os saldos contábeis estão corretos está na empresa e quanto mais houver o confronto de relatórios de cada setor com a contabilidade , maior será a precisão das informações contidas no balanço contábil da empresa.

Dessa forma , podemos dizer que a Contabilidade espelha a realidade da empresa desobrigando os sócios, os administradores e os próprio Contador de responderem com seus bens pessoais em questionamentos tributários, civis, comerciais, penais, e criminais, provando que os mesmos não agiram de forma enganosa, lesiva ou com abuso de poderes perante a terceiros.

Fonte: Paulo Henrique Teixeira.

3/6/2011

Jorge Rubez refere-se à decisão do STF sobre isenção de ICMS. SP produz hoje 1,8 bi de litros de leite por ano, mas consome cerca de 10 bi.

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Leite Brasil), Jorge Rubez, disse nesta quinta-feira (2) que a indústria de leite paulista pode ser “desmontada” se for mantida a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou inconstitucional a isenção de ICMS concedida pelo governo de São Paulo aos produtores do estado.

De acordo com Rubez, muitos produtores de leite deixaram São Paulo nos últimos anos devido a benefícios fiscais oferecidos por outros estados. Por isso, a isenção de ICMS concedida pelo governo paulista era apenas uma maneira de “defender” a indústria local.

“[Os benefícios concedidos pelo governo paulista] não são inconstitucionais. São Paulo fez apenas se defender”, disse o presidente da Leite Brasil.

Rubez aponta que, se for mantida a decisão que obriga apenas o governo de São Paulo a rever a sua política de incentivos fiscais para o setor de leite, as fábricas de leite longa vida que ainda restam no estado vão se mudar para outras regiões em busca dos benefícios.

“Se isso passar a vigorar, vai desmontar a indústria de leite longa vida em São Paulo”, disse. Ele defende que, para que isso não aconteça, todos os estados que concedem benefícios devem ser obrigados a retirá-los.

Segundo Robez, São Paulo produz hoje 1,8 bilhão de litros de leite por ano, mas consome cerca de 10 bilhões. Dos cerca de 1,2 milhão de produtores de leite no país, cerca de 150 mil estão no estado.


 

Fonte: Fábio Amato Do G1, em Brasília

27/5/2011

Gustavo Rocha

A reflexão que faço é no sentido do imposto na sua empresa.

O dia 25 de Maio foi uma data marcante: Desde o dia 01 de Janeiro até o dia 25 de Maio você trabalhou unicamente para pagar impostos. Esse foi um dia em que no país todo tivemos empresas comemorando (???!!!) esta data com vendas sem o valor dos impostos, o que pode levar a um desconto de até  55% no valor do produto.

Ontem foi uma data de reflexão importante, sobre o que queremos para o nosso país, o que esperamos daqueles que elegemos para cuidar do nosso dinheiro.

Ontem, foi ontem. Hoje é hoje.

A reflexão que faço é no sentido do imposto na sua empresa. Não o que a sua empresa paga de impostos, mas o que os impostos representam filosoficamente para o seu negócio.

Pagamos impostos porque deveríamos ter uma contraprestação pública de qualidade.

Pagamos impostos para que a coletividade seja beneficiada.

Pagamos impostos para dividir um pouco de cada um em prol do bem comum.

Nas empresas, o "imposto" seria o mesmo que o feedback do cliente e a qualidade do serviço prestado.

Como assim?

Você paga seus funcionários para que eles dêem uma contraprestação, a exemplo do que acontece com os impostos. Então, não adianta criticar o governo pela má gestão corporativa, se você, sócio que gerencia o negócio, agir da mesma forma.

No governo temos desvio de verbas para bolsos alheios, nas empresas, temos falta de visão do todo, visão de coletividade quando se ganha o dinheiro.

Na empresa deveria prevalecer o dividir para multiplicar, ou seja, dividir o que se ganha para multiplicar resultados, pois funcionários satisfeitos são a satisfação do cliente e cliente satisfeito é mais mercado para a empresa.

Se você que arrecada o que é recebido não souber fazer as contas direitinho, ter um planejamento financeiro adequado e se preparar para remunerar adequadamente sua equipe, você está fazendo uma má gestão corporativa, assim como os governantes muitas vezes fazem com nossos impostos.

Tanto é assim, que em vários países do mundo se paga mais imposto que no Brasil, só que lá ninguém reclama, pois eles tem contraprestação do Estado.

Da mesma forma, seu cliente percebe quando o dinheiro que ele está investindo em você (seja produto ou serviço) está sendo mal empregado, por não ter uma contraprestação adequada.
Se o serviço é prestado com agilidade, conhecimento, confiança, o cliente percebe o seu valor, e paga por isto. Todavia, o mesmo serviço pode valer apenas 50% do valor se for prestado sem estes atributos.

Gerenciar impostos pode ser muito parecido com gerenciar a sua empresa. A diferença é que impostos somos obrigados a pagar e já o seu cliente pode procurar a concorrência, ou seja, o governo tem sonegação e meios bem coercitivos de cobrança, enquanto a empresa pode fechar as portas não sendo bem administrada.

Pense nisto!

Fonte: Administradores.com.br

27/5/2011

Gláucio Nogueira

A estimativa é do setor empresarial com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A maior parte dos empregos gerados com carteira assinada em Mato Grosso no primeiro quadrimestre deste ano foi proveniente das micro e pequenas empresas. No Estado, a participação delas chega a 60%, equivalente a 12,545 mil empregos de um saldo total de 20,909 mil no período. A estimativa é do setor empresarial com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Dois fatores podem explicar os números apresentados, a legalização dos Empreendedores Individuais (EIs) e o crescimento do ramo de prestação de serviços, formado em grande maioria por micro e pequenos empresários. Segundo o superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Mato Grosso (Sebrae), José Guilherme Barbosa Ribeiro, o fato de o Estado ter implantado a Lei Geral em todos os 141 municípios representa grande impacto nestes números. "Desde o ano passado, já atendemos quase 25 mil pessoas dispostas a se tornarem EIs que se formalizaram e passaram a ter vários benefícios entre eles comercializar com o Poder Público". Além de Mato Grosso, apenas o Espírito Santo tem a lei implantada em todas as cidades.

Na opinião do presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), Paulo Gasparotto, o percentual demonstra que as micro e pequenas empresas já ocupam posição de destaque no cenário econômico nacional. "Quando se vê a indústria da transformação com problemas para exportar, enquanto o comércio se aquece com uma moeda forte, é natural que isso aconteça. Elas são prestadoras de serviços, como bares, lanchonetes e padarias e, por exemplo, 90% das lojas instaladas nos shoppings da cidade".

Empresários têm aproveitado o bom momento para ampliar seus negócios e manter o ciclo positivo de geração de novos postos de trabalho. "Temos hoje cerca de 140 funcionários e a nossa expectativa para este ano é o de aumentar ainda mais o nosso quadro", projeta a diretora da D"Alumínio, Evny Sendeski. O crescimento inclui a incorporação de processos de reciclagem de alumínio, que gerariam novos postos indiretamente, por meio de cooperativas de catadores do material.

Com o cenário positivo, muitas pessoas têm aproveitado a oportunidade na busca de um emprego melhor. "Há um mês recebi uma proposta melhor e não hesitei em aceitar o novo trabalho", afirma o vendedor Laurindo Bazanini Salvador Júnior. Para ele, investir nas micro e pequenas empresas se reverte em oportunizar o trabalho para pessoas com poucas ou nenhuma experiência.

Para melhorar ainda mais a condição dos EIs, o Sebrae/MT tem realizado 2 trabalhos diferentes. "Estamos capacitando estas pessoas e treinando as comissões de licitação dos municípios para que elas contemplem os empreendedores", finaliza.


 

Fonte: Gazeta Digital

27/5/2011

Gustavo Henrique Braga e Cristiane Bonfanti

Proposta de reajuste feita pela ANS só depende de autorização do Ministério da Fazenda
Os consumidores podem preparar o bolso: o índice de reajuste para os planos de saúde individuais e familiares neste ano deve ficar em 6,6%, informou ao Correio um executivo do setor.

O cálculo já foi feito pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), mas aguarda autorização do Ministério da Fazenda — o que deve ocorrer nos próximos dias. O número é 0,09 ponto percentual maior do que a inflação acumulada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos últimos 12 meses e 0,7 ponto percentual inferior à correção de 6,73% aplicada no ano passado.

O aumento afetará 7,8 milhões de contratos em um mercado de 45 milhões de usuários, ou cerca de 17% do total. O motivo é que apenas os planos individuais contratados após 2 de janeiro de 1999 e, portanto, regulamentados pela Lei nº 9.656, têm os índices de correção determinados pela ANS. No caso dos planos firmados antes dessa data, vale o índice previsto no contrato. A grande maioria, 58,6%, está enquadrada na categoria de coletivos empresariais e tem os reajustes negociados diretamente entre as empresas contratantes e as operadoras.

Cálculos feitos em uma parceria entre o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e o Procon de São Paulo demonstram que, caso a ANS continue a adotar a metodologia de reajuste atual de planos de saúde, que resulta sempre em índices acima da inflação, no futuro, o consumidor não conseguirá pagar a mensalidade. Daqui a 30 anos, os planos de saúde terão subido 126,67% acima do IPCA.

Para chegar a essa conclusão, consideraram-se os reajustes autorizados pela ANS para planos de saúde individuais de 2000 a 2010, período em que estes subiram 31,36% além do IPCA, e a estimativa da taxa de inflação no patamar estabelecido pelo sistema de metas do governo, de 4,5% anuais.

Os resultados apontam que um consumidor de 30 anos, classe média, salário de R$ 3 mil, que contrata o plano de saúde e paga mensalidade hoje de R$ 180,74, em 2040 será um idoso de 60 anos e seu plano custará R$ 6.088,44, ou mais da metade da renda dele corrigida pela inflação. Procurada pelo Correio, a ANS não confirmou nem negou que o reajuste será de 6,6%. A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), representante dos planos, informou que só se manifestará quando o índice for oficial.

Peso para a terceira idade

A alta nos planos de saúde tem impacto significativo nos orçamentos dos conveniados, sobretudo os da terceira idade e os dos que pagam integralmente pelos convênios individuais e familiares. O IPC-I (inflação do idoso), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), aponta que convênios médicos pesam como a maior contribuição individual na composição do índice. Os reajustes autorizados de 2000 a 2010 resultaram em uma acumulada de 136,6% nas mensalidades dos convênios.

Fonte: Correio Braziliense

27/5/2011

Dilma Tavares

A partir de agora, empresário não precisa mais informar que está no sistema de tributação na hora de fazer uma operação financeira

As micro e pequenas empresas do Simples Nacional não precisam mais comprovar que são optantes desse sistema de tributação para ter direito à redução do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro (IOF) no nomento de fazer um financiamento. É o que estabelece o artigo 45 do Decreto nº 7.487, publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (24). A medida vai beneficiar cerca de 5 milhões de empresas que integram esse regime especial de tributação. Agora, o empresário só precisa informar que está no Simples no momento da abertura da conta e no encerramento do benefício.

Para o gerente de políticas públicas do Sebrae, Bruno Quick, o decreto significa um avanço na efetivação de medidas que visam reduzir a burocracia. “As empresas do Simples já estão no cadastro da Receita Federal que, por sua vez, é que cobra o IOF”, exemplifica. Segundo o gerente, a medida permitirá ao empresário dedicar mais tempo ao negócio e cria um ambiente mais favorável para o desenvolvimento dos micro e pequenos negócios.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias