1/12/2009

Os bancos vão abrir e fechar mais cedo na véspera de Natal e ficarão fechados nos dias 31 de dezembro e 1º de janeiro, informou nesta segunda-feira a Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

A entidade diz que as contas de consumo (água, luz, telefone etc.) que vencem no dia 25 de dezembro (uma sexta-feira) podem ser pagas sem multa no dia 28 de dezembro (segunda-feira), quando os bancos abrem normalmente.

Já as contas que vençam nos dias 31 de dezembro (quinta) ou 1º de janeiro (sexta) podem ser pagas no dia 4 de janeiro (segunda).

A Febraban lembra que os clientes podem agendar nos bancos o pagamento das contas, se desejarem. Também é possível pagar as contas nos postos de autoatendimento e correspondentes não-bancários como Correios, lotéricas e outras lojas.

Veja na tabela abaixo o horário de atendimento dos bancos no dia 24 de dezembro, véspera de Natal:


ESTADOS  REGIÕES  HORÁRIO
Estados com horário igual ao de Brasília Capitais e regiões metropolitanas 9h às 11h
Estados com horário igual ao de Brasília Interior 8h às 10h
Estados com diferença de uma hora em relação a Brasília Capitais e regiões metropolitanas 8h às 10h
Estados com diferença de uma hora em relação a Brasília Interior 7h às 9h
Estados com diferença de duas horas em relação a Brasília Capitais e regiões metropolitanas 8h às 10h
Estados com diferença de duas horas em relação a Brasília Interior 7h às 9h
 


Veja na tabela abaixo o funcionamento dos bancos em cada dia neste final de ano:
 
DIA  HORÁRIO  CONTAS QUE VENCEM NO DIA
24/12 (quinta)  Ver tabela acima Pagar normalmente
25/12 (sexta) Fechado Pagamento dia 28/12 sem multa
26/12 (sábado)  Fechado Pagamento dia 28/12 sem multa
27/12 (domingo) Fechado Pagamento dia 28/12 sem multa
28/12 (segunda)  Horário normal Pagar normalmente
29/12 (terça)  Horário normal Pagar normalmente
30/12 (quarta) Horário normal Pagar normalmente
31/12 (quinta) Fechado Pagamento dia 04/01 sem multa
01/01/2010 (sexta) Fechado Pagamento dia 04/01 sem multa
02/01 (sábado)  Fechado Pagamento dia 04/01 sem multa
03/01 (domingo)  Fechado Pagamento dia 04/01 sem multa
04/01 (segunda) Horário normal Pagar normalmente

Fonte: G1

25/11/2009

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva adiou a definição sobre programa de expansão da rede de banda larga no país após reunião com o grupo ministerial que discute o tema nesta terça-feira (24). Lula pediu mais detalhes sobre a proposta e deu prazo de três semanas para uma nova reunião.

A ideia inicial é colocar a antiga Telebrás à frente da gestão do programa. Para ampliar maciçamente o acesso à internet banda larga no país o governo pretende usar a rede de fibras óticas da Eletronet, empresa que está em processo falimentar há anos.

Contudo, essa rede foi incluída como um dos ativos da Eletronet e incorporada à massa falida da empresa. Para ser usada, o governo teria que convencer o Poder Judiciário que a rede não faz parte dos ativos e não pode ser vendida com a massa falida da empresa.

Essa seria a solução para colocar o projeto na rua, mas o governo ainda não definiu como se dará o acesso aos consumidores. Pode ser por meio das operadoras de telefonia ou pela criação de um novo mercado de provedores regionais de acesso.

Além do grupo ministerial, o Ministério das Comunicações também elaborou um plano para massificação do acesso em banda larga no país. Pelo plano, o Brasil alcançaria 90 milhões de acessos de banda larga até 2014. O custo estimado do projeto chegaria a R$ 75,5 bilhões.

Nesta terça-feira, o Ministério das Comunicações informou que o plano seria apresentado ao presidente Lula na reunião do grupo ministerial. O presidente, porém, acabou adiando a discussão sobre a expansão da rede para dezembro.

Fonte: G1

25/11/2009

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informou nesta sexta-feira (20) que o programa do microempreendedor individual já foi responsável pela formalização de mais de 80 mil trabalhadores desde que foi autorizado, em 1º de julho para o Distrito Federal e desde 24 de julho para os empreendedores de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
 
Posteriormente, foram incluídos também os estados do Espírito Santo, Ceará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O governo informa que a disponibilização da formalização no Portal do Empreendedor para os outros estados acontecerá somente em janeiro de 2010.


Responsável pelo Portal do Empreendedor, onde ocorre todo o processo de inscrição ao Programa do Empreendedor Individual, o MDIC registrou 2,29 milhões de visitas ao site. A meta é formalizar um milhão de trabalhadores até julho de 2010.
Processo de adesão
O processo de adesão é gratuito e feito pela internet. No site, o empresário individual obterá, no ato da formalização, o seu CNPJ, seu cadastro na Junta Comercial e sua inscrição no INSS. Mensalmente, o microempreendedor pagará menos de R$ 60, sendo a maior parte destinada ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).


A figura do microempreendedor individual foi criada pelo governo para que os trabalhadores se formalizem. É destinado ao microempresário, como doceiros, borracheiros, camelôs, manicures, cabeleireiros e eletricistas. Segundo o governo, há cerca de 11 milhões de trabalhadores na informalidade.


Ao aderirem ao programa, estes trabalhadores poderão contar com a chamada "rede de proteção social", pois sua família poderá contar com pensão por morte e auxílio-reclusão. Ao se formalizar, a trabalhadora passa a ter direito a salário-maternidade (dez contribuições). Os empreendedores também têm direito à aposentadoria por idade (180 contribuições), à aposentadoria por invalidez (12 contribuições) e ao auxílio-doença (12 contribuições).


Para se enquadrar na lei, além do faturamento anual máximo de R$ 36 mil, o empreendedor deve trabalhar sozinho ou com apenas um funcionário, ser optante do Simples Nacional, exercer atividades tipificadas de empreendedor individual e não ser titular, sócio ou administrador de outra empresa.
 
Os trabalhadores interessados em aderir ao Programa do Empreendedor Individual que não têm computador em casa poderão fazer a opção nas agências do Sebrae, nas empresas contábeis cadastradas no Simples Nacional e nas salas do empreendedor que estão sendo inauguradas pelo Brasil. É recomendável que o pagamento da primeira parcela seja feita somente após a confirmação da formalização pela Junta Comercial, informou o governo.

Problemas

Segundo o MDIC, o portal está disponível, embora apresente "problemas de instabilidade no sistema" em função do "grande volume de acessos simultâneos". Tais problemas podem, de acordo com o governo, ocasionar "dificuldades de concluir o registro em alguns momentos".


O Ministério do Desenvolvimento informou ainda que foi criada uma "sala de comando" do Portal do Empreendedor em 22 de otubro, mantendo num mesmo espaço físico os técnicos de todos os órgãos envolvidos.
 
Segundo o governo, a "sala de comando" dá "agilidade às soluções dos problemas e ao monitoramento do funcionamento do Portal". "A equipe está trabalhando para ajustar o sistema às necessidades encontradas até o momento, realizar os testes de funcionamento e otimizar sua operacionalização", acrescentou.

Fonte: G1

24/11/2009

Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, cria ainda a Sala do Empreendedor em 31 subprefeituras da cidade e isenta novo empresário de taxa de fiscalização e anúncios

Beth Matias

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, anunciou nesta segunda-feira (23) uma série de medidas de incentivo à formalização e desenvolvimento do empreendedor individual. A mais importante é a criação da Secretaria Municipal do Empreendedor Individual, cujo secretário será o diretor da Federação das Associações Comerciais de São Paulo (Facesp), Natanael Miranda dos Anjos.

É a primeira secretaria municipal criada no Brasil com a finalidade de desenvolver ações e trabalhar na integração do poder público visando ao empreendedor individual. O Sebrae/SP estima que existam na cidade de São Paulo 1 milhão de trabalhadores por conta própria que, após as medidas, serão mais estimulados a se formalizar.

Kassab anunciou também a criação, nas 31 subprefeituras da cidade, da Sala do Empreendedor. Além disso, o prefeito também sancionou leis de incentivo e desburocratização para os pequenos negócios, tais como a Lei 15.031, que dispensa o empreendedor individual da obrigatoriedade de obter licença de funcionamento, e a Lei 15.032, que isenta o empreendedor individual de pagar as taxas de fiscalização de Estabelecimentos (TFE) e de Anúncios (TFA), o que gerará uma economia de até R$ 305. As taxas foram criadas em dezembro de 2002 para financiar a fiscalização municipal.


Aos contribuintes que estejam no Programa Empreendedor, o registro do CCM (Cadastro de Contribuinte Mobiliário) será emitido automaticamente assim que a Prefeitura receber os informes do Governo Federal de que houve a adesão. O registro do CCM será enviado pelo Correio.


"A partir de agora, a Cidade de São Paulo caminha celeremente para a formalidade do empreendedor individual, que passa a ter uma identidade e pode atuar em condições de igualdade com qualquer um. Ele poderá inclusive participar de algumas licitações, prestar serviço ao poder público", disse o prefeito, após assinar a regulamentação das novas leis municipais.

O superintendente do Sebrae/SP, Ricardo Tortorella, considerou as medidas “fantásticas” porque demonstram a disposição da prefeitura de estimular as ações de formalização dos empreendedores individuais.

“A criação da Sala do Empreendedor nas subprefeituras demonstra o comprometimento do prefeito com as ações que vêm sendo desenvolvidas pelo Sebrae/SP no município. Além disso, o conjunto de medidas fortes é de fato para desburocratizar e incentivar a formalização”, disse Tortorella.

A meta do Governo Federal é formalizar até o ano que vem 1 milhão empreendedores individuais. “Se o alcance dessas medidas for total, só São Paulo cumprirá a meta nacional”, disse Tortorella.

Segundo a prefeitura, na cidade, 1.126 empreendedores individuais já aderiram ao Programa, formalizando suas atividades. Durante a cerimônia de anúncio das medidas, o prefeito aproveitou para entregar os primeiros registros de empreendedor individual aos novos empresários.


A figura do empreendedor individual foi criada após a Lei Complementar 128/08. Pela lei, podem se registrar como empreendedores individuais aqueles com renda anual de até R$ 36 mil e que não tenham participação em nenhuma outra empresa. É possível ter um empregado com renda mensal de um salário-mínimo. Na prática, quase todas as atividades que podem optar pelo Simples Nacional podem também optar pela nova modalidade.


Para se registrar no Empreendedor Individual é preciso acessar www.portaldoempreendedor.gov.br, em que a pessoa obterá todas as informações para se inscrever e trabalhar de forma legalizada. Será verificada a viabilidade do nome do empreendimento, se o CPF já consta em alguma outra organização e, a partir daí, será emitido o CNPJ do Empreendedor Individual.


Com a adesão ao Programa, o empreendedor pagará de impostos 11% de um salário-mínimo à Previdência (hoje correspondente a R$ 51,15), mais R$ 5,00 fixos correspondentes ao ISS municipal, e R$ 1,00 correspondente ao ICMS estadual, totalizando R$ 57,15. Com essa contribuição, ele estará integrado à Previdência e legalizado perante as legislações federal, estadual e municipal.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias – (61) 3348-738 e 2107-9362

24/11/2009

Ampla participação de empresários em evento no Pará mostra interesse do segmento por conhecimento e caminhos para inovação

Clara Favilla, enviada especial da ASN

O bom momento econômico vivido pelo Brasil incentiva a procura pela inovação como fator de aumento da competitividade dos negócios em um mundo globalizado. Essa energia que empurra a busca do novo – do conhecimento que agrega valor ao que se produz e comercializa – ficou evidente entre os participantes do 5º Encontro Estadual das Micro e Pequenas Empresas do Pará. Cerca de 3 mil participantes disputaram palestras de especialistas e demonstração de casos de sucesso, para conhecer práticas de sucesso comprovadas no dia-a-dia.


Ficou também evidente que a inovação não passa necessariamente pela aquisição de novos equipamentos ou maiores custos, mesmo que em um primeiro momento. Mas na incorporação de um princípio bastante simples na atividade empreendedora que é o de se assumir riscos, por exemplo. Não é bastante apenas uma boa idéia. Muitas delas ficam arquivadas por falta de um bom parceiro, seja para o acesso a recursos financeiros, seja para acesso a mercados. Há casos de um mesmo parceiro fornecer as duas possibilidades ao empreendedor corajoso, dono da idéia.


Esse tipo de associação bastante compensadora para todas as partes, entre empresas de maior e de menor porte, ou mesmo informais, ficou bastante clara aos visitantes da 1ª Amostra de Empreendedores, um dos eventos paralelos ao 5º Encontro Estadual das Micro e Pequenas Empresas do Pará, ocorrido no Centro de Convenções da Amazônia em Belém até sábado (21). A Amostra trouxe vários designers de roupas, de acessórios como bolsas e bijuterias que viabilizam o trabalho de um grande contingente de mão-de-obra, sobretudo feminina.


O diretor de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Carlos Alberto dos Santos, ressaltou, durante a cerimônia de abertura do Encontro, que muitas das inovações em prol do faturamento e mesmo da formalização de micro e pequenos negócios estão previstas na Lei Geral da Micro e Pequena Empresas. E, para darem os resultados almejados precisam ser regulamentadas o mais rápido possível. Um dos pontos da lei trata das compras governamentais. O governo federal já está fazendo a parte que lhe cabe, assim como a maioria dos estados. Mas até o momento, 85% dos municípios brasileiros não se movimentaram em busca da necessária regulamentação.


Carlos Alberto elogiou os esforços dos governos municipais paraenses, inclusive o de Belém, para que a regulamentação da Lei Geral ocorra o mais rápido possível. Tudo indica que os maiores municípios paraenses, responsáveis por quase 80% da população total do Estado, concluam rapidamente os trabalhos legislativos nesse sentido. “O ideal é que a sanção das leis municipais regulamentadoras se dê por atacado, que se faça uma festa, que se reúna a população para a solenidade porque isso certamente dará maior energia ao processo em todo o País”, recomendou.


O 5º Encontro Estadual das Micro e Pequenas Empresas do Pará foi promovido pela Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas do Estado do Pará (Fampep) e Sebrae, com apoio do governo do Pará, da prefeitura de Belém e de várias entidades representativas do segmento, inclusive comerciais e de instituições financeiras: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia e Banpará. O anfitrião foi o presidente do Fampep, Álvaro Cordoval de Carvalho.


Saiba mais


A 1ª Mostra de Empreendedores das Micro e Pequenas Empresas reuniu a produção de oito das 48 empresas integrantes do Pólo Joalheiro, atendidas pelo Projeto Comércio Brasil: Bazdu, Bazola, Fora d'Água, Madame Floresta, Amazônia Kamã, Rosa Leal Bolsas, Artesanato Juruá e Fluídos da Amazônia. Alguns dos empresários também representavam o Instituto de Gemas e Jóias da Amazônia (Igama).


O Projeto Comércio Brasil, em vigor desde 2008, também atende os segmentos de acessórios, embalagens, móveis, alimentos, cosméticos e artesanato de Belém e do interior do Estado. Em 2009, até outubro, as empresas do projeto, que facilita o acesso e o relacionamento de micro e pequenas empresas a novos canais de comercialização, conseguiram negócios em torno de R$ 7 milhões.

Serviço: Agência Sebrae de Notícias - (61) 3348-7138 e 2107-9362 www.agenciasebrae.com.br

23/11/2009

Boletim “Ponto de Vista dos Pequenos Negócios”, produzido pelo Sebrae Nacional, constata que 63% dos empresários são contrários à PEC 231/95

Fabrício Zago e André Luiz Gomes

A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, prevista na Proposta de Emenda Constitucional 231/95, em discussão no Congresso, não deve alterar a situação do emprego nas micro e pequenas empresas. É o que mostra a sondagem Ponto de Vista dos Pequenos Negócios, divulgada nesta quinta-feira (19) pelo Sebrae Nacional. Segundo o estudo, a maioria dos empresários entrevistados (51%) pretende manter o quadro atual de trabalhadores mesmo que a PEC seja aprovada.

Além da redução das horas trabalhadas, a proposta prevê a ampliação do adicional de hora extra de 50% para 75%.


Foram entrevistados, entre setembro e outubro, em todos os estados e no Distrito Federal, 3010 empresários atendidos pela Instituição.

Apesar da expectativa de manutenção dos empregos, quase dois terços dos empreendedores – 63% – são desfavoráveis à redução da jornada, 47% desaprovam a manutenção dos salários e 61% são contrários ao aumento adicional da hora extra. Entre os entrevistados, 32% avaliam a proposta como péssima e 20% como ruim. A sondagem diagnosticou ainda que 44% dos empresários temem perda de faturamento nos negócios.

“Os números fazem um alerta, porque podem indicar uma tendência de aumento da informalidade. Se há expectativa de manutenção do emprego e redução de faturamento, é possível que o empresário compense eventuais perdas partindo para o mercado informal. Isso é preocupante, porque estamos falando de um segmento que, só em outubro deste ano, foi responsável por 75% dos novos empregos formais criados em todo o Brasil”, ressalta Paulo Okamotto, presidente do Sebrae.

O levantamento do Sebrae também constatou que 43% dos empresários pretendem manter a situação atual do pagamento de horas extras, 27% vão diminuir e 5%, aumentar a despesa, caso a PEC seja aprovada. Não sabem ou não opinaram 25% dos entrevistados.

“Esse é o primeiro estudo feito com micro e pequenas empresas sobre a proposta de redução da carga horária de trabalho. Além dos números já apresentados, a sondagem revelou que 42% dos empresários não conheciam o assunto até a entrevista”, informa Raissa Rossiter, gerente de Gestão Estratégica do Sebrae Nacional.


Propensão maior a contratar do que a demitir
O boletim Ponto de Vista dos Pequenos Negócios apurou ainda a expectativa dos empresários para o fim de 2009: 37% pretendem contratar funcionários no último trimestre do ano e apenas 9% pensam em demitir. Quase metade das empresas pesquisadas (47,5%) tem até quatro funcionários. Quando são contabilizadas as carteiras assinadas, o número aumenta para 52,6%. No entanto, 12% dos empresários afirmaram ter funcionários sem carteira assinada.

23/11/2009

Evento deve receber três mil pessoas em São Paulo durante três dias

André Luiz Gomes

O desenvolvimento territorial nos meios urbanos é um dos principais temas a serem discutidos por mais de três mil pessoas na 8ª Expo Brasil Desenvolvimento Local, que será realizada em São Paulo de 25 a 27 de novembro. Agentes locais, gestores de políticas públicas e especialistas do Brasil e do exterior irão apresentar avanços, retrocessos e caminhos para construir cidades mais sustentáveis articulando economia, política, cultura e meio ambiente.


O sociólogo e organizador do evento, Caio Silveira, explica que a Expo Brasil tem a função prioritária de levar e repartir informações que gerem melhorias para as pessoas. “O evento é, sobretudo, uma oportunidade de aprendizagem compartilhada, tendo como referência o impulso ao desenvolvimento de base territorial como caminho de superação das desigualdades”, diz.


O evento terá cerca de 50 sessões, entre palestras, painéis temáticos, oficinas e minicursos, bem como uma ampla feira de projetos, produtos e serviços associados ao desenvolvimento local. Ganha destaque especial a participação do economista franco-polonês Ignacy Sachs, pioneiro em ecossocioeconomia e diretor do Centro de Pesquisas do Brasil Contemporâneo na Escola de Altos Estudos de Ciências Sociais (Paris), que irá tratar sobre mudanças de rumos que a sociedade deve adotar.


Iniciativas locais serão apresentadas por gestores de projetos e lideranças comunitárias que atuam tanto em microrregiões até em grandes cidades e áreas metropolitanas. Para o gerente de Desenvolvimento Territorial do Sebrae Nacional, Juarez de Paula, o evento também é uma chance de mostrar a atuação da entidade neste movimento. “Nós trabalhamos em cerca de 170 projetos de desenvolvimento em todo o País. A Expo Brasil é um espaço para, além de dar visibilidade aos casos de sucesso, trocar experiências e gerar um aprendizado coletivo, seja nas palestras, oficinas, seja nas reuniões temáticas”, comenta Juarez.


Serviço:
8ª Expo Brasil Desenvolvimento Local
De 25 a 27 de novembro de 2009
Palácio das Convenções do Anhembi (SP)
Informações: www.expobrasil.org
Agência Sebrae de Notícias - (61) 3348-7138 e 2107-9362 www.agenciasebrae.com.br

23/11/2009

Gaúcho que adestrava cães abriu negócio de segurança patrimonial.
Médico paranaense vende livros em máquinas automáticas no metrô.

Do G1, com informações do Fantástico


O consultor Max Gehringer diz que todos os grandes países do mundo tiveram grandes empreendedores em sua história. “Isso vai acontecer no Brasil do século 21. O país vai dar seu grande salto econômico e figurar entre as potências do planeta. A hora de ser empreendedor é agora”, ressalta ele.


Aos 15 anos, o gaúcho Flávio Porto ganhou um pastor-alemão que resolveu adestrar para ser cão de guarda. Percebeu que tinha jeito para a coisa, juntou outros 30 animais e, em 1992, abriu um negócio de segurança patrimonial.
"Primeiro, o cão tem que ser amigo para depois proteger uma pessoa ou um território", explica o empresário.


No ano passado, a empresa de Flávio Porto faturou R$ 20 milhões, em 546 cidades de 19 estados brasileiros. Os 2,2 mil animais possuem chips e são monitorados por satélite.


"Para ser um empreendedor de sucesso, não é preciso ter uma grande ideia. Pode ser uma pequena ideia, desde que ninguém a tenha tido antes", diz Max Gehringer.
 
Livros no metrô

O médico paranaense Fábio Bueno é um desses empreendedores criativos. Ele deixou o bisturi de lado e bolou uma máquina que vende livros. Em média, saem 12 mil títulos por mês, a cerca de R$ 2 cada um.


O negócio começou há seis anos. Fábio Bueno afirma que mais de 1 milhão de livros já saíram das máquinas, instaladas em 12 estações de metrô de São Paulo e uma do Rio de Janeiro. Ele dá um conselho: seguir os caminhos legais.
"Não tem jeitinho. Pode esquecer esse negócio de jeitinho. Se você achar que vai dar jeitinho com as suas coisas, nem comece, porque vai perder tempo", orienta.


O diretor do Sebrae de São Paulo, Ricardo Tortorella, alerta: "A arte de bem empreender é a competência de traduzir uma boa ideia em um grande negócio.”

20/11/2009

O pagamento do salário família é devido a partir da data da apresentação da certidão de nascimento do filho ou da documentação relativa ao equiparado ou ao inválido, estando a manutenção do benefício condicionada à apresentação:


a) anual da caderneta de vacinação obrigatória do filho ou equiparado, menor de 7 anos de idade;
b) semestral do comprovante de frequência escolar, para filho ou equiparado, a partir dos 7 anos de idade.

20/11/2009

A CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho deverá ser preenchida com todos os dados informados nos seus respectivos campos, em 4 vias, com a seguinte destinação:


1ª via ao INSS;
2ª via ao segurado ou dependente;
3ª via ao sindicato dos trabalhadores;
4ª via à empresa


Compete ao emitente da CAT a responsabilidade pelo envio das vias dessa Comunicação às pessoas e às entidades indicadas anteriormente.

20/11/2009

Analistas do mercado financeiro reduziram levemente a estimativa de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano e 2010, segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC). Para esta ano, a estimativa passou de 4,27% para 4,26% e para 2010, de 4,46% para 4,41%. As projeções sobre o índice escolhido pelo governo para acompanhar a inflação estão abaixo do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Essa meta tem como centro 4,5% e limites inferior de 2,5% e superior de 6,5%, para 2009 e 2010.


Cabe ao Banco Central perseguir a meta de inflação e para isso é usada a taxa básica de juros, a Selic, que, na projeção dos analistas, não deve ser alterada em 2009. Atualmente, a Selic está em 8,75% ao ano e deve fechar 2010 em 10,50% ao ano.


O mercado financeiro também faz projeções para outros índices de inflação. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), neste ano, foi alterada de 3,94% para 3,93%.


A expectativa de deflação para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) e o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), neste ano, acentuou-se. A estimativa de queda para o IGP-DI passou de -0,47 para -0,80% e para o IGP-M, de -0,88 para -1,08%. Para 2010, os analistas mantiveram a projeção de alta de 4,50% para o IPC-Fipe, o IGP-M e o IGP-DI.


A estimativa para os preços administrados foi alterada de 4,10% para 4,18%, em 2009, e mantida em 3,5%, em 2010. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.


O Boletim Focus é uma publicação semanal elaborada pelo BC com base nas projeções de analistas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia.

19/11/2009

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, estima que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) pode chegar a 6,5% em 2010, mas, para impulsionar esse movimento, o país depende do seu mercado interno e de mais investimentos. Ontem, Mantega participou do 4º Encontro Nacional da Indústria e garantiu à plateia que o governo vai continuar apresentando medidas para aumentar a competitividade dos produtos nacionais. "Sabemos que o câmbio é fundamental. A indústria será protagonista do crescimento e não seremos atacados pela doença holandesa", sustentou.

O ministro foi aplaudido pelos empresários ao citar estudo do banco americano Goldman Sachs que apontou R$ 2,60 como a taxa de câmbio de equilíbrio para o Brasil. "Com um câmbio a R$ 2,60, nós venceríamos a todos, venceríamos os chineses e a indústria coreana", comentou. Ontem, a cotação da moeda americana ficou em R$ 1,71.

Pouco antes de Mantega falar, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro Neto (PTB-PE), pediu medidas "extraordinárias" para conter a valorização do real que vem prejudicando as exportações e aumentando o custo relativo de produção no Brasil. "Não aceitaremos uma posição que não seja ativa e em nome do interesse nacional. Não podemos desmontar a indústria", disse Monteiro.

O ministro da Fazenda, pouco depois, afirmou que a redução dos custos financeiros e tributários para os investidores é fundamental para viabilizar o novo ciclo de crescimento. Segundo ele, o governo já vem fazendo isso e as desonerações alcançarão cerca de R$ 100 bilhões no período 2005-2009. Apenas neste ano, serão R$ 25 bilhões a menos na arrecadação federal. "Precisamos atrair poupança externa e tomar cuidado com o câmbio. É inevitável alguma valorização, mas sem exageros", avaliou.

Monteiro explicou que considera extraordinárias medidas que defendam a competitividade brasileira nesse período em que os juros nos Estados Unidos são negativos e na China, a taxa de câmbio está atrelada ao dólar. Isso, segundo ele, vem provocando perda de mercados onde os produtos brasileiros tinham conseguido espaço com muito esforço. "Temos de atuar. Do mesmo modo que é condenável qualquer artificialismo, o nosso câmbio valorizado também é artificial porque decorre de decisões que não controlamos", disse.

O debate promovido ontem pela CNI também contou com a presença dos senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE), Aloizio Mercadante (PT-SP), um dos vice-presidentes do Banco Mundial, Otaviano Canuto, o economista Samuel Pessoa (FGV-Rio) e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. Jereissati chamou a atenção para crescentes gastos correntes que vão dificultar muito os investimentos públicos no futuro, além do que será praticamente impossível manter a política de queda dos juros. Disse ainda estar preocupado com o futuro da política industrial que, na sua opinião, está exageradamente condicionado à exploração do pré-sal.

Pessoa disse que um novo ciclo de crescimento de 5% do PIB é insustentável se o aumento do investimento não for acompanhado da elevação da poupança interna.

Fonte: Valor Econômico

19/11/2009

CNI acredita que assunto tende a ser superado e não deve influenciar.
Para economista, governo deve conduzir 'pós-apagão' com transparência.

Maria Angélica Oliveira Do G1, em São Paulo


Na madrugada da quarta-feira (11), a Avenida Sumaré, em São Paulo, foi 'riscada' pela iluminação dos veículos. (foto: Arquivo/Evelson de Freitas/Agência Estado/AE)

Entidades e especialistas ouvidos pelo G1 se dividem sobre se o apagão ocorrido em 18 estados brasileiros entre a noite de terça (10) e a madrugada de quarta (11) deverá ou não afetar os investimentos das empresas estrangeiras no país.

O vice-presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), José de Freitas Mascarenhas, lembra que apagões já aconteceram em países desenvolvidos, como os Estados Unidos.

Do ponto de vista do investimento, acontecimentos como esse não têm muito significado. Teria se houvesse perspectiva de redução de suprimento de energia. Creio que esse assunto tende a ser superado”, diz.

Para Mascarenhas, que preside o Conselho de Infra-Estrutura da CNI, o setor elétrico tem “muita gente competente”, mas precisa de mais investimentos.

Pós-apagão

O presidente da Sociedade Brasileira de Estudos das Empresas Transnacionais (Sobeet), Luis Afonso Lima, teme que o apagão desperte insegurança entre os investidores. “As pessoas começam a se questionar. Se, em um ano em que a economia está praticamente estabilizada, sem crescimento, já tem esse tipo de problema, imagina no ano que vem, quando a economia estiver crescendo 4% ou 5%?”, questiona.


Outra preocupação é o marco regulatório do setor. “Depois dessa crise, já se fala em mudanças nas condições de investimento de longo prazo. Se diante desse problema, forem realizadas mudanças no marco regulatório, prejudica o horizonte de longo prazo para quem quer investir”, aponta.

Já o economista Robson Gonçalves, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), diz que o blecaute não deverá afugentar o investidor estrangeiro, mas é preciso que o governo saiba como conduzir o “pós-apagão”.


“O impacto tende a ser razoavelmente limitado caso a agência reguladora, o Operador Nacional do Sistema (ONS) e os agentes envolvidos tenham muita clareza em dizer o porquê disso e qual será a linha de ação", avalia.

Ele lembra que o governo deve se dedicar a aumentar a capacidade de geração de energia para os próximos anos. “Esse é um problema muito mais sério", afirma.


Ele lembra que a própria Aneel divulgou um documento recentemente dizendo que o Brasil vai poder contar, até 2013, com uma expansão de no máximo 3% da capacidade de geração de energia por ano. "Muito mais do que problema de transmissão e eventuais blecautes, a gente tem que cuidar da oferta de energia elétrica para os próximos anos porque isso pode ser uma restrição séria ao crescimento.”

'Bastante energia disponível'

O presidente da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha, Weber Porto, afirma que o apagão foi um problema “pontual” e lembra que o incidente não significa que haverá racionamento.


“Não estamos falando nesse momento da falta de energia elétrica que vai exigir que as empresas entrem com planos de contenção. Isso seguramente não vai acontecer. Inclusive, tem bastante energia elétrica disponível nesse momento”, diz.


A entidade estima que 1.200 empresas alemãs estejam no país. Para ele, a maior parte das companhias não deverão tomar o episódio como um “problema crônico” do país. Segundo Porto, o país foi o segundo maior investidor do Brasil no primeiro semestre desse ano.


Apesar de não acreditar em fuga de investidores, o presidente da câmara chama a atenção para outras questões. “Há problemas de logística, portos, aeroportos. Se o Brasil quiser crescer nos números que estamos planejando - e acreditamos que são números que possam ser atingidos - vai ter que investir em infra-estrutura, e a energia vai ter que estar disponível para os próximos investimentos.”


‘Apetite’

O diretor da Câmara de Comércio Brasil-China, Kevin Tang, avalia que o apagão não tira o “apetite” do investidor e pode até atrair mais empresas da área de infra-estrutura. Segundo ele, a maior parte das companhias chinesas vêm ao Brasil com perspectivas de longo prazo e estão "acostumadas as investir em mercados emergentes".
 
“O investimento vai continuar crescendo a passos largos. Os chineses investem bilhões na África, que tem infra-estrutura e mercado muito menos desenvolvidos do que o Brasil. Os chineses estão acostumados a investir em mercados emergentes.”
  
Charles Tang, presidente da Câmara, diz que o investidor chinês se preocupa primeiro com os “fundamentos” do país: estabilidade política e financeira, burocracia, impostos e legislação trabalhista.  “Acidentes acontecem, por melhor que esteja tudo planejado e organizado.


Ele afirma que a energia pode até ser parte das preocupações das empresas estrangeiras, mas diz que isso, quando ou se ocorre, não se deve ao blecaute.

“Não estamos mais enfrentando o que enfrentamos há alguns anos, o fantasma da falta de energia. “

São gastos que vão ficar e que não geram nada a não ser uma pequena distribuição de renda", explica.

19/11/2009

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) de novembro desacelerou para 0,07%, após subir 0,10% em outubro. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 17, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que calcula o índice inflacionário. A elevação menor deveu-se à uma desaceleração nos três indicadores que compõem o índice.

O Índice de Preços por Atacado - 10 (IPA-10) subiu 0,08% em novembro, em comparação com a alta de 0,09% no mês passado. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor - 10 (IPC-10) teve elevação de 0,02% este mês, após registrar alta de 0,11% em outubro. Já o Índice Nacional de Custos da Construção - 10 (INCC-10) apresentou avanço de 0,11% em novembro, em comparação com a elevação de 0,20% em outubro.

Até novembro, o IGP-10 acumula quedas de 1,62% no ano e de 1,59% em 12 meses. O período de coleta de preços para o IGP-10 desse mês foi do dia 11 de outubro a 10 de novembro.

Atacado

Os preços dos produtos agrícolas no atacado subiram 0,45% em novembro, em comparação com a queda de 1,18% em outubro. Já os preços dos produtos industriais no atacado apresentarem queda de 0,04% em novembro, em comparação com o aumento de 0,50% em outubro. Os preços das matérias primas brutas, por sua vez, subiram 0,04% este mês, em comparação com a queda de 0,54% em outubro.

Na análise dos preços por produtos, as altas mais expressivas no atacado foram registradas em cana-de-açúcar ( 4,31%); álcool etílico hidratado ( 14,43%); e tomate (29,07%). Já as mais expressivas quedas de preço no atacado foram verificadas em leite in natura (-6,65%); mamão (-29,96%); e ovos (-5,35%).

Até novembro, o IPA-10 (que representa 60% do total do IGP-10) acumula quedas de 4,12% no ano e de 4,33% em 12 meses.

Varejo

A taxa menor do IPC-10, de outubro para novembro (de 0,11% para 0,02%) foi influenciada por quedas e desacelerações de preços em quatro das sete classes de despesa usadas para cálculo do indicador de varejo. É o caso de Habitação (de 0,57% para 0,33%); Despesas Diversas (de 0,68% para -0,35%); Alimentação (de -0,66% para -0,75%); e Vestuário (de 0,77% para 0,54%).

Na análise por produtos, as altas de preço mais expressivas no varejo no IGP-10 de novembro foram registradas em tomate (22,19%); cebola (19,05%); e batata-inglesa (8,03%). Já as mais significativas quedas de preço foram apuradas em leite tipo longa vida (-9,19%); mamão da Amazônia - papaya (-24,73%); e manga (-34,72%). O IPC-10 acumula altas de 3,81% no ano e de 4,46% em 12 meses até novembro.

Construção

A taxa menor apurada para o INCC-10, de outubro para novembro (de 0,20% para 0,11%) foi influenciado por um cenário de inflação mais fraca no setor de materiais, equipamentos e serviços (de 0,29% para 0,11%).

Na avaliação do comportamento dos preços no âmbito de produtos, as altas de preço mais expressivas na construção civil foram registradas em tijolo/telha cerâmica (0,80%); refeição pronta no local de trabalho ( 1,08%); e aluguel de máquinas e equipamentos ( 0,57%).

Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em condutores elétricos (-3,80%); vergalhões e arames de aço ao carbono (-0,79%); e madeira para telhados (-0,75%). Na construção civil, o INCC-10 acumula aumentos de 3,04% no ano e de 3,38% em 12 meses até novembro.



 

Fonte: O Estado de São Paulo

19/11/2009

Ruy Quintans alerta para expansão das compras baseada no crédito.
Especialista falou a internautas na nova série de chats do G1.

Do G1, em São Paulo


O Brasil deve crescer cerca de 5% no próximo ano, mas o investimento e o consumo preocupam, na opinião do professor de Finanças da escola de negócios Ibmec-RJ, Ruy Quintans, que participou da nova série de entrevistas do G1 com o tema "O Brasil é a bola da vez da economia?", nesta terça-feira (17).

Ele alerta que o consumo está hoje muito apoiado no crédito. "O governo não pode basear suas previsões otimistas no consumo do povo brasileiro", diz o economista. "O consumidor brasileiro é 'jovem', por ter entrado no mundo do consumo recentemente. O consumo é feito em cima do crédito e isso tem limite. Uma das limitações é a capacidade de produção. Não podemos nos tornar um país em que tudo se importa", afirma Quintans.

Na opinião de Quintans, o consumo das classes C, D e E, que avançou muito, não é baseado na distribuição de renda, mas sim na tomada de crédito e também em uma "demanda reprimida", reflexo da carência de bens dessa população. "Normalmente essas classes consomem com base no crédito, não é pelo Bolsa Família ou por distribuição de renda. [O Bolsa Família] não é distribuição de renda, e sim de dinheiro", critica o economista.

Em vez de focar a atenção no consumo, o professor diz que o governo deveria se preocupar em atrair investimentos produtivos, que geram emprego e renda de forma sustentável. Segundo ele, o Brasil vive um "círculo vicioso" em que precisa aumentar a taxa de juros toda a vez que a economia se aquece. Dessa forma, fica mais caro para o empresário nacional captar dinheiro, o que inibe o investimento produtivo. "É uma prisão", define.

O papel de destaque que o Brasil teve durante a crise econômica, em sua visão, está calcado em dois aspectos: o aumento do consumo de produtos primários no mundo nos anos anteriores à turbulência e o aumento das reservas, com o país se tornando credor de organismos como o Fundo Monetário Internacional (FMI). "Foi fundamental guardar dinheiro, o que se deveu principalmente ao comedimento do [presidente do BC], Henrique Meirelles."

Infraestrutura

Ruy Quintans alerta para expansão das compras baseada no crédito

O especialista também alertou para a falta de infraestrutura no país para permitir mais investimentos e sustentar o crescimento da economia. "A falta de infraestrutura inibe o investimento. O consumidor consome e o empresário investe. O que faz você consumir é sua vontade, seu desejo. O empresário não, ele precisa ver condições como logística, segurança, energia, esgoto etc., que é a parte do governo", diz Quintans.


O economista acredita que a Copa do Mundo e a Olimpíada no Brasil podem trazer "disposição e oportunidade de criar investimentos em infraestrutura". "Esse é o aspecto que vejo como mais positivo", diz ele, lembrando que os investidores sabem que, caso o governo não faça a parte dele e ofereça infraestrutura, o dinheiro para as instalações terá de sair do próprio caixa dos investidores, que nem sempre estarão dispostos a fazer o gasto "extra".

A carência do setor estrutural brasileiro, de acordo com Quintans, fica transparente quando se compara a produção de energia do Brasil com a dos Estados Unidos. "Temos uma população em torno de 35% menor do que a população amerciana, e nosso sistema elétrico cabe na Califórnia. Temos 1/52 avos da capcidade de distribuição de energia deles. Isso mostra a nossa pobreza", explica.

Papel do governo

Para Ruy Quintans, o papel de destaque que o Brasil teve durante a crise econômica esteve baseado principalmente no controle rígido que o Banco Central exerce há tempos sobre o setor bancário. De acordo com o especialista, a corrente econômica que defende um papel maior para o Estado na economia ganhou força com a crise que explodiu no ano passado.

"Acho que o governo tem que intervir mesmo. Mas o papel dele no momento de crise é intervir com gastos saudáveis. É um papel regulatório nos setores mais interessantes para a sociedade.

E o investimento dele na educação, economia, saúde e infraestrutura", diz o professor.

Entretanto, ele vê o poder público brasileiro gastando na direção oposta, do curto prazo. "São gastos permanentes, o que o impede de fazer uma reforma tributária. Há muito gastos com funcionários.

17/11/2009

SÃO PAULO - A Receita Federal abre, a partir das 9h desta quarta-feira (18), a consulta ao lote residual do Imposto de Renda Pessoa Física 2006 (ano-base 2005).


Fazem parte deste lote 47.734 contribuintes, dos quais 19.529 têm saldo de imposto a receber, em um montante de R$ 18,436 milhões. Aqueles com impostos a pagar (24.791) devem arcar com um total de R$ 86,721 milhões. Um total de 3.414 contribuintes não possui imposto devido nem a restituir.


Para saber se teve a declaração liberada, assim que a consulta for aberta, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet (www.receita.fazenda.gov.br) ou ligar para o 146, bastando informar o número do CPF (Cadastro de Pessoa Física).


Pagamento


A restituição estará disponível para saque, a partir do próximo dia 25, com correção de 41,23%, referente à variação da taxa Selic.


Caso o valor não seja creditado, o contribuinte com direito à restituição deverá se dirigir a uma das agências do Banco do Brasil, ligar para qualquer agência do banco ou para o "BB responde" - 4004-0001 (capitais) ou 0800-729-0001 (demais localidades) -, sendo que a ligação é gratuita.


O dinheiro ficará disponível no banco por um ano. Se o contribuinte não resgatá-lo nesse prazo, deverá requerê-lo mediante o Formulário Eletrônico (Pedido de Pagamento de Restituição), disponível na internet. Caso o contribuinte não concorde com o valor da restituição, poderá receber a importância disponível no banco e reclamar a diferença na unidade local da Receita.


Consulta


Vale lembrar que, na última sexta-feira (13), a Receita liberou a consulta ao lote residual do IR 2004 (ano-base 2003), lote que incluiu 115 contribuintes, sendo 22 com imposto a receber (R$ 119.912), 92 com imposto a pagar (R$ 97.524) e um sem imposto a pagar ou a receber.


Neste caso, a restituição estará disponível para saque, a partir do próximo dia 23, com correção de 74,10%, referente à variação da taxa Selic.

Fonte: InfoMoney

16/11/2009

Cuidados com recursos humanos e segurança são fundamentais.
Tratamento do cliente e compras de produtos devem ser bem pensados.

O empreendedor que começa seu negócio normalmente espera problemas, como os entraves burocráticos e as dificuldades financeiras dos primeiros meses. Mas o pequeno empresário corre outros riscos, muitas vezes não tão óbvios. O G1 perguntou a especialistas quais as situações a que o empreendedor deve estar especiamente atento.


Veja a lista das principais armadilhas apontadas por quem entende do assunto para manter o sucesso de um pequeno negócio:


1) Contratar pessoas baratas

“Esse não é nem risco, é certeza de derrota”, diz Hélio Rodrigues da Costa, professor da Fundação Getúlio Vargas do Rio (FGV-RJ). Para o especialista, muitas vezes uma pessoa qualificada para a vaga faz o trabalho de dois ou três funcionários. “É preciso identificar onde na empresa você precisa de pessoas-chave [e investir nisso]", diz Costa.
 Reinaldo Miguel Messias, consultor do Sebrae de São Paulo, vai além: “Se você pagar a média do mercado para contratar alguém que está do lado de fora [desempregado], você vai pegar os funcionários que as outras empresas não quiseram”, diz ele. A solução, para o especialista, é pagar mais para tirar bons funcionários de outras empresas.


2) Não reter funcionários e perder conhecimento humano

Esse risco é unânime entre os especialistas e, segundo eles, uma das maiores dificuldades de qualquer empresa é reter bons funcionários. “Hoje em dia é muito difícil achar pessoas comprometidas”, diz Ana Lígia Finamor, professora da FGV-RJ.
 Hélio Rodrigues da Costa alerta também que o conhecimento na empresa não pode ficar ligado a uma pessoa ou a um grupo de pessoas, para que o negócio não corra risco caso elas saiam. Ou seja: é preciso evitar aquelas situações em que há tarefas que “só fulano sabe fazer”. “As empresas treinam pessoas, mas têm poucos mecanismos para reter o conhecimento delas”, diz o professor.


3) Não pagar funcionários e tributos dentro da legalidade

Para Messias, não pagar os direitos trabalhistas ou tributos e outras obrigações em dia é “um empréstimo a longo prazo”, já que quase inevitavelmente a empresa vai ter que pagá-los posteriormente e em valor maior.


4) Não trocar fechaduras e cadeados e checar estuque do teto para evitar assaltos

Quando o empresário começa o negócio, alugando uma loja ou galpão, é preciso ficar atento à segurança. “Você não sabe quem alugou o imóvel antes”, diz o consultor do Sebrae, então é preciso trocar fechaduras e cadeados das portas. O consultor do Sebrae também aconselha que os empresários examinem o estuque do teto, para ver se ele é facilmente quebrável, pois ladrões podem entrar retirando telhas e roubar mercadorias e dinheiro.

5) Não respeitar a privacidade do cliente

O empreendedor deve ter cuidado com as boas intenções: às vezes, ao enviar cartões, presentes ou outras gentilezas à casa do cliente, pode causar problemas a ele, já que a compra feita pode ser uma surpresa para alguém ou mesmo um segredo.
Messias dá um exemplo: “O sujeito compra um carro e a concessionária manda flores para a casa dele agradecendo pela compra. O problema é que o sujeito é casado e o carro comprado não era para a família, e sim para outra pessoa."


6) Comprar para você, não para o cliente

O empresário precisa pesquisar e conhecer o gosto do cliente e fazer as compras com fornecedores de acordo com isso, e não com seu gosto pessoal, alerta o consultor do Sebrae.


7) Colocar todos os ovos na mesma cesta

Uma situação frequente quando o empreendedor está começando os negócios é depender muito de um único cliente ou fornecedor. A situação deve ser evitada: “É um risco muito grande”, diz Messias.


8) Não calcular todos os custos

Tanto antes de abrir o negócio, para preparar o imóvel, fazer contratações e formar estoque, quanto depois, com a empresa funcionando, é muito frequente que os empresários tenham problemas para estimar seus custos. “Normalmente, a pessoa tem uma ideia, mas depois se surpreende com todos os gastos que precisam ser feitos”, diz Costa, da FGV. Resultado: margem de lucro menor e ainda mais dificuldades para a pequena empresa.


9) Não se relacionar bem com fornecedores

“O fornecedor deve ser seu parceiro, ele vai te dar dicas de tendências, de estoque etc. Você vai ter vantagens”, diz Messias, do Sebrae.


10) Usar boas práticas sem adaptá-las à sua empresa

“Um dos maiores erros do pequeno empresário é pegar boas práticas que existem é achar que elas servem para todo mundo”, diz o professor da FGV-RJ. “É preciso entender a lógica por trás da prática e adaptá-la à sua empresa.” Por exemplo, o sistema de pagamentos usado por uma grande empresa de mineração pode ser um exemplo de boa prática, mas dificilmente fará sentido para uma pequena padaria usá-lo.

16/11/2009

Sexto lote tem R$ 1,96 bilhão em restituições do Imposto de Renda.
Receita também paga hoje lote residual do IR 2008.

Do G1, em São Paulo

A Secretaria da Receita Federal paga, nesta segunda-feira (16), as restituições do sexto lote do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2009, ano-base 2008.
Segundo informações do órgão, este lote contempla 2,12 milhões de contribuintes, pagando R$ 1,967 bilhão em restituições. É o maior lote de devolução do Imposto de Renda de toda a série histórica da Receita Federal, que tem início em julho de 2002.
 
As consultas estão disponívels desde a semana passada por meio da página do órgão na internet, ou pelo telefone 146.


Lotes já pagos do IR 2009

As restituições do Imposto de Renda Pessoa Física são pagas em sete lotes mensais, entre junho e dezembro de cada ano, geralmente por volta do dia 15.


No primeiro lote do IR de 2009, que saiu em junho, a Receita pagou restituições a 1,26 milhão de contribuintes, sendo 1,07 milhão de idosos, com valor total de R$ 1,53 bilhão. Já em julho, no segundo lote do IR 2009, 1,48 milhão de contribuintes receberam restituições, no montante de R$ 1,82 bilhão.

 Em agosto, foram pagos R$ 650 milhões em restituições a 620 mil contribuintes. Em setembro, foram pagas restituições a 376,5 mil contribuintes, no valor de R$ 386 milhões. Em outubro, 1,17 milhão de contribuintes tiveram restituição, no valor de R$ 1,11 bilhão.
 
Lote de 2008

Também nesta segunda-feira, a Receita libera os recursos de um lote residual do Imposto de Renda 2008, ano-base 2007.

Neste caso, trata-se de um lote residual, ou seja, de contribuintes que caíram na malha fina do Fisco. Neste lote, segundo a Receita Federal, as restituições totalizam R$ 32,2 milhões, com correção de 17,46%. Foram contemplados 12,5 mil contribuintes com restituição.


 

12/11/2009

As vendas de Natal devem ser fortes, a se julgar pelos sinais mais recentes da economia. Segundo cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o 13º salário vai liberar R$ 84,8 bilhões a 69,9 milhões de trabalhadores. Esse valor equivale a 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) e é superior aos R$ 78 bilhões de 2008.

Outro sinal importante é o nível de inadimplência no comércio. Uma pesquisa da TeleCheque, que analisa a liberação de crédito em compras com cheques, apontou que foram honrados 97,76% dos cheques emitidos em outubro, 1,15% acima do mesmo mês de 2008.

"Os brasileiros estão honrando muito mais suas compras, negociando melhor as condições de pagamento com lojistas e encaixando os gastos com a renda mensal", comentou o vice-presidente da TeleCheque, José Antônio Praxedes Neto. "Com isso, o varejo fica mais confiante e oferece mais promoções."

Para muitos analistas, como o economista-chefe da LCA Consultores, Braulio Borges, e o economista da Tendências, Alexandre Andrade, fatores domésticos, como a vigorosa concessão de crédito e bom desempenho do mercado de trabalho ajudam a explicar por que o consumo cresce, mas sem aumento da inadimplência.

Borges destacou que a economia brasileira deve crescer 2,1% no terceiro trimestre ou 8,66% em termos anualizados. Ele estimou que as vendas do varejo em volume em novembro e dezembro devem crescer 7% ante o mesmo período do ano anterior. "Diante das circunstâncias globais, trata-se de um resultado muito bom."

"Outro fator que vai colaborar para o avanço do consumo é o câmbio valorizado no nível de R$ 1,70", comentou. Além de o real mais valorizado tornar mais baratas as importações, ele diz que o custo das viagens de avião, ligadas ao preço em dólar do combustível, caiu e favoreceu o turismo nacional.

O economista da Tendências, Bruno Rocha, destaca que a concessão de crédito para as famílias neste ano deve atingir R$ 461,3 bilhões, 13,34% acima do nível de 2008. Esse aumento é pouco inferior aos 17,29% de expansão do ano passado em relação a 2007, quando atingiu R$ 347 bilhões. "O volume de liberação de empréstimos subiu bem diante de um nível já elevado registrado no ano passado."

DÍVIDAS

Os trabalhadores que receberão a primeira parcela do 13º salário em 30 de novembro vão utilizar o dinheiro para pagar dívidas, em vez de formação de poupança. Segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), 64% dos consumidores pretendem pagar dívidas com o 13º salário - um resultado 4 pontos porcentuais acima do registrado no ano passado (60%). Apenas 1% planeja poupar parte dos recursos. Em 2008, eram 2%.

De acordo com a pesquisa, o aumento do uso do 13º salário para pagar dívidas demonstra que a crise, além de provocar retração econômica, desemprego e dificuldade no acesso ao crédito, aumentou o endividamento dos consumidores.


 

Fonte: O Estado de São Paulo

12/11/2009

Foram geradas 9 mil vagas em outubro, segundo federação.Na comparação com outubro de 2008, porém, queda foi de 7,6%.

O emprego na indústria paulista teve em outubro o maior aumento desde abril do ano passado, dando continuidade à recuperação iniciada em setembro.


Foram geradas 9 mil vagas no mês, alta de 0,28% sobre o mês anterior, segundo dados com ajuste sazonal divulgados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta quarta-feira (11). Sem ajuste sazonal, o emprego cresceu 0,41%.

O ajuste sazonal é um cálculo feito para eliminar efeitos particulares de cada mês, como os ligados a feriados, datas comemorativas, estação do ano e outros.

Na comparação de outubro deste ano com o mesmo mês de 2008, o nível de emprego teve baixa de 7,61%, com 184 mil postos de trabalho a menos.


No ano, o nível de emprego na indústria do Estado acumula baixa de 1,49%, com o fechamento de 34 mil vagas.


Setores
Dezesseis dos 22 setores pesquisadas registraram contratações em outubro, enquanto quatro apontaram demissões e dois tiveram estabilidade.


As principais variações percentuais positivas foram do setor de Couros e fabricação de artefatos de couro, artigos de viagem e calçados, com alta de 2,4% sobre setembro, e de Produtos têxteis, com avanço de 1,5%.


O setor com o maior número de abertura de vagas foi o de Veículos automotores, com 1.763 novos postos.

Fonte: Do G1

11/11/2009

Pela primeira vez desde que o governo decidiu cobrar IOF nos investimentos estrangeiros em renda fixa e variável, o dólar fechou na casa de R$ 1,70. A moeda americana caiu 1,05% e encerrou a segunda-feira a R$ 1,701. É a menor cotação desde 15 de outubro. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a medida no dia 19 daquele mês, quando já não havia mais negócios no mercado cambial. No dia seguinte, o dólar disparou para R$ 1,744.

O otimismo que embalou os investidores mundo afora ontem também contribuiu para uma alta expressiva do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa). O principal termômetro da bolsa brasileira subiu 2,71%.

Nos EUA, o Índice Dow Jones, o mais tradicional da Bolsa de Nova York, avançou 2,03% e alcançou o maior nível de 2009, a 10.226 pontos.
Muitos analistas acreditam que o governo voltará a agir para tentar conter a valorização da moeda brasileira. Entre eles está o economista Miguel Daoud, sócio-diretor da Global Financial Advisor.
"O governo vai se adiantar e fazer alguma coisa muito em breve, talvez esta semana", afirmou. Ele ponderou, no entanto, que o mercado já encontrou outras formas de compensar essa taxação, por meio de operações como a compra e a venda de produtos derivativos nos mercados futuros.

A propósito disso, o Ministério da Fazenda está fazendo um mapeamento detalhado das brechas que os investidores estão usando para driblar a cobrança. Esse trabalho vai servir da base para os ajustes que Mantega pretende fazer na taxação.

A ideia é fechar essas brechas apertando as normas de operação (medidas que dependem do Banco Central) ou calibrando para cima a alíquota do IOF para algumas dessas operações. Segundo uma fonte ouvida pela Agência Estado, há espaço para o BC exigir mais margem de garantia para essas operações, como as posições vendidas dos bancos (em que as instituições apostam na queda do dólar).

Outro analista, que pediu para não ser identificado, confirmou que a maioria dos investidores de fato acredita que o governo vai recorrer a mais armas de seu arsenal para tentar segurar a alta do real. "A expectativa é de que tire o IOF em operações de abertura de capital (IPOs, na sigla em inglês) e eleve a alíquota para investimentos em renda fixa", afirmou. "Mas também não vai adiantar. Como da outra vez, o mercado deve reagir com volatilidade durante alguns dias, mas depois a tendência de fortalecimento da moeda brasileira vai prevalecer."

Em entrevista ao Estado, o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou que o Brasil não é o único país que tem recebido grandes fluxos de investimento. "Mesmo países que não fazem flutuação da moeda e têm taxas de juros muito baixas estão tendo entradas enormes de capital", disse.

Fonte: O Estado de São Paulo

11/11/2009

O ex-ministro das Comunicações e sócio da Quest Investimentos, Luiz Carlos Mendonça de Barros, acredita que o crescimento da economia brasileira é consistente e não pode mais ser chamado de "voo de galinha". Para o próximo ano, Barros espera uma expansão do PIB entre 5% e 6%. E, na próxima década, o crescimento médio deve ficar entre 3,5% e 4% ao ano. "Há mudanças na dinâmica na economia, como o avanço do crédito e o equilíbrio do setor externo. O grande teste foi a crise internacional, que diminuiu de intensidade", afirma.

Para Barros, o desafio de agora em diante é fortalecer a poupança doméstica, em vez de manter um modelo de crescimento baseado apenas em consumo. "O governo Lula usou o software econômico do Fernando Henrique, e deu certo. O próximo governo vai ter de usar um software novo. Tem de transitar do consumo para poupança e investimentos", afirma.

Barros diz que o governo Lula usou, corretamente, a expansão do gasto, do salário mínimo e incentivos sociais para garantir a expansão da economia. Agora, defende, o Brasil precisa melhorar as condições de investimento, tanto privado quanto público. "Os próximos quatro anos precisam ser mais centrados em moderação da expansão do consumo, via questão fiscal, e aumentar a poupança do governo para permitir um investimento em infraestrutura", diz. "Nos próximos anos, não vão faltar dólares nem investidores, que estão loucos para entrar no Brasil.

Então, espero que o próximo presidente tenha uma visão certa do que fazer", afirma, acrescentado que as próximas duas décadas vão decidir se o País será, de fato, uma economia desenvolvida.

Ainda que o fluxo de dólares deva permanecer firme nos próximos anos, Barros acredita que, com a recuperação da economia global e eventual elevação dos juros americanos no ano que vem, o câmbio não continuará em processo de valorização em 2010. Ele espera que a cotação do dólar encerre o próximo ano perto de R$ 1,80. De todo modo, ele reconhece que a força do real frente ao dólar é um "problema sério". E, para ele, o governo apenas "está fingindo que lida com o problema".

10/11/2009

Ainda assim, queda menos acentuada levou inflação a 0,31%, mostra Fipe.
Taxa de inflação é a maior desde a segunda semana de setembro.
Do G1, em São Paulo
Os preços dos alimentos iniciaram o mês de novembro com nova queda na capital paulista, de 0,25%, segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Foi a sétima deflação semanal consecutiva desse grupo.


A queda, no entanto, foi menos acentuada que a registrada na semana anterior, de 0,45%. Com isso, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) passou de 0,25% para 0,31%, na maior taxa desde a segunda semana de setembro, quando havia ficado em 0,42%.


Também contribuíram para a aceleração do IPC as taxas de vestuário, que passou de 0,02% para 0,11%; educação (de 0,03% para 0,06%; e habitação, de 0,53% para 0,56%.


Em sentido contrário, impediram uma alta maior na taxa os grupos transporte (de 0,83% para 0,80%), despesas pessoais (de 0,23% para 0,22%) e saúde (de 0,28% para 0,23%.

10/11/2009

A produção da indústria brasileira cresceu 0,8% em setembro deste ano em relação a agosto, com 12 dos 14 locais pesquisados registrando aumento. Sete regiões situaram-se acima do índice nacional: Espírito Santo (3,3%), Goiás (2,4%), Ceará (2,1%), região Nordeste (1,8%), Santa Catarina (1,7%), Minas Gerais (1,4%) e Amazonas (1,2%). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Rio de Janeiro (0,7%), São Paulo (0,6%), Rio Grande do Sul (0,4%), Bahia (0,2%) e Pernambuco (0,1%) também registraram aumento, mas abaixo damédia nacional. A produção do Pará ficou estável, enquanto a do Paraná (-2,9%) registrou queda frente a agosto.

Em relação a setembro do ano passado, a atividade industrial recuou 7,8%, com treze dos quatorze locais pesquisados apontando queda. A única região com aumento na produção foi Goiás (7,3%).

Fonte: Terra

10/11/2009

Nova campanha inicia em janeiro o processo de troca da marca do Unibanco pela do Itaú. Nos comerciais, será adotado o nome Itaú 30 horas

Desde que o processo de fusão entre o Itaú e o Unibanco foi iniciado no ano passado, era consenso que a marca Unibanco deixaria de existir, substituída pela do Itaú.O problema para a equipe que conduzia o processo era justamente como fazer isso.

A opção foi por uma substituição paulatina, dividida em várias etapas, que deve se estender até o fim de 2010. A primeira delas deve acontecer em janeiro, na campanha publicitária do banco programada para o período das férias de verão.

O lema dos comerciais deverá ser “Itaú 30 horas” - numa referência à assinatura que há mais de uma década foi símbolo do Unibanco. A partir de março, será a vez das cerca de 1000 agências do Unibanco começarem a ser transformadas em Itaú. A previsão é que essa mudança ocorra ao ritmo de 150 agências por mês.

Esse processo de troca - chamado transição de marca - praticamente se tornou uma expertise do Itaú, em decorrência de sua agressiva política de aquisições. Recentemente, o banco eliminou na Argentina o sobrenome Buen Ayre que adotava há quase uma década junto ao logotipo Itaú, em uma operação coinsiderada extremamente bem-sucedida.

O mesmo aconteceu no Chile, onde a marca BankBoston foi substituída pela Itaú há três anos. No Brasil, essa transição do BankBoston para Itaú Personalité foi mais complexa.

O banco brasileiro teve que eliminar a marca e trocar tudo em um fim de semana por exigência contratual. O perfil dos clientes do BankBoston era bem diferente dos do Itaú e o banco teve que empreender um esforço gigantesco para provar a eles que nada mudaria.

No caso do Unibanco, o Itaú não quer correr nenhum risco desse tipo - daí a adoção do lema 30 horas, justamente para mostrar o quanto o Itaú valoriza as qualidades do antigo concorrente.